Pelo menos 57 pessoas morreram num ataque armado no Sudão do Sul

Agência Lusa , PF
14 nov, 23:24
Bandeira do Sudão do Sul (Jerome Delay/AP)

O comissário local explicou que os atacantes levaram mais de 5.300 cabeças de gado e que os residentes fugiram da área

Pelo menos 57 pessoas morreram e outras 65 ficaram feridas esta sexta-feira durante um ataque armado no condado sudanês de Baliet, no estado de Alto Nilo, no extremo nordeste do país africano.

O comissário de Baliet, Joseph Deng, explicou, em declarações à Rádio Tamazuj, que um grupo de homens armados lançou o ataque de madrugada, pouco depois das 05:30 (hora local), abrindo fogo contra os moradores de Adong Payam.

"Hoje ocorreu uma situação trágica em Adong. Continuamos à procura dos desaparecidos", afirmou, acrescentando que os "elementos criminosos" atravessaram para Baliet vindos dos condados vizinhos de Ulang e Nasir.

Joseph Deng explicou que os atacantes levaram mais de 5.300 cabeças de gado e que os residentes fugiram da área.

O comissário assegurou que as forças de segurança estavam em alerta nas últimas semanas, mas que a magnitude e o momento do ataque os apanhou de surpresa.

O Conselho de Segurança da ONU renovou precisamente esta sexta-feira o mandato da Força de Segurança Interina das Nações Unidas para Abyei (Unisfa, na sigla em inglês) por mais um ano, apesar da abstenção de três países.

A resolução, da autoria dos Estados Unidos, recebeu 12 votos a favor e a abstenção da China, do Paquistão e da Rússia.

Além de estender o mandato da Unisfa até 15 de novembro de 2026, o documento também prolonga por mais um ano o apoio ao Mecanismo Conjunto de Verificação e Monitorização de Fronteiras, criado em 2011 para acompanhar as atividades ao longo fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul.

Abyei é uma área disputada ao longo da fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul.

A situação em Abyei permanece indefinida desde a independência do Sudão do Sul em 2011. Confrontos são frequentes nesta região fronteiriça rica em petróleo, onde milhares de soldados de paz estão destacados como parte da Unisfa.

África

Mais África