Submarinos russos e chineses realizam a primeira patrulha conjunta no Pacífico 

CNN , Brad Lendon
28 ago 2025, 22:29
Submarinos Rússia-China

A Rússia e a China realizaram a sua primeira patrulha conjunta de submarinos no Pacífico, de acordo com relatos da comunicação social estatal. 

A patrulha, conduzida por submarinos diesel-elétricos, começou no início de agosto. O submarino russo envolvido, o Volkhov, percorreu cerca de duas mil milhas desde a sua base em Vladivostoque, segundo um comunicado da Frota do Pacífico da Rússia. 

Os submarinos patrulharam o Mar do Japão e o Mar da China Oriental, refere o comunicado. 

A China não confirmou oficialmente a patrulha, mas o jornal Global Times mencionou-a num artigo publicado na quarta-feira, citando os relatos russos. 

“A primeira patrulha conjunta de submarinos demonstra um elevado nível de confiança estratégica mútua entre a China e a Rússia. A coordenação entre submarinos requer não só maior competência técnica, como também trocas mais profundas”, afirmou o especialista militar chinês Zhang Junshe, citado pelo Global Times. 

“Através dos exercícios e patrulhas conjuntas, as marinhas chinesa e russa estão a reforçar gradualmente as suas capacidades para salvaguardar em conjunto a segurança e estabilidade marítimas,” acrescentou Zhang. 

A China e a Rússia têm vindo a intensificar a sua cooperação militar nos últimos anos. 

Em 2021, numa operação considerada a primeira patrulha naval conjunta entre a China e a Rússia no Pacífico ocidental, uma frota de 10 navios de guerra chineses e russos contornou a principal ilha do Japão. Desde então, têm ocorrido patrulhas conjuntas anualmente. 

Na quarta-feira, a agência noticiosa russa TASS informou que o objetivo destas patrulhas é “reforçar a cooperação naval entre os dois países, garantir a paz e a estabilidade na região Ásia-Pacífico, monitorizar as áreas marítimas e proteger as infraestruturas económicas marítimas russas e chinesas.” 

Pequim e Moscovo têm também expandido o alcance da sua cooperação. Desde 2023, têm ocorrido patrulhas aéreas e navais conjuntas perto do Alasca, incluindo uma patrulha conjunta composta por quatro navios da Guarda Costeira chinesa e dois da Guarda de Fronteiras russa no Mar de Bering, perto da fronteira marítima entre os EUA e a Rússia, segundo um comunicado da Guarda Costeira dos EUA. 

Noutra ação separada, a Guarda Costeira dos EUA afirmou, no início deste mês, que estava a monitorizar as atividades de cinco navios de investigação chineses nas águas árticas dos EUA. 

Entretanto, o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) respondeu a pelo menos quatro voos de aviões de vigilância russos que entraram na zona de identificação de defesa aérea do Alasca (ADIZ) na última semana, de acordo com comunicados do comando. 

“Esta atividade russa na ADIZ do Alasca ocorre regularmente e não é considerada uma ameaça,” disse o NORAD num comunicado. 

Contudo, uma análise dos comunicados do NORAD indica que quatro voos numa semana é algo invulgar. Em julho e abril deste ano, os aviões russos foram detetados na ADIZ apenas uma vez, e em fevereiro ocorreram duas incursões, segundo os mesmos comunicados. 

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