Singapura resgata 300 alegados imigrantes ilegais de naufrágio

Agência Lusa , AM
8 nov, 06:39
Ondas (Lusa/EPA)

Alerta foi dado por um passageiro do barco

A marinha do Sri Lanka anunciou que cerca de 300 pessoas foram resgatadas em alto mar pelas autoridades de Singapura após o barco em que seguiam, alegadamente numa tentativa de imigração ilegal, começou a afundar.

O porta-voz da Marinha do Sri Lanka, Indika de Silva, disse na segunda-feira que um passageiro do barco entrou em contacto com a Marinha e disse que a embarcação estava em perigo.

O Centro de Coordenação de Resgate Marítimo na capital do Sri Lanka, Colombo, procurou então a ajuda de Singapura, Vietname e Filipinas.

Mais tarde, as autoridades de Singapura notificaram o Sri Lanka de que as pessoas a bordo do barco tinham sido resgatadas e estavam a ser levadas para o Vietname.

Indika de Silva disse que a marinha só conhece oficialmente a presença de um cidadão do Sri Lanka a bordo do navio, sendo que as identidades dos outros passageiros serão apuradas depois de desembarcarem no Vietname.

No passado, os cingaleses faziam viagens de barco perigosas e ilegais para escapar da longa guerra civil que afetou o Sri Lanka.

Alguns cingaleses estão agora novamente a tentar imigrar ilegalmente para outros países para escapar da uma crise económica em que o Sri Lanka está mergulhado.

Esta nação insular vive há um ano a pior crise económica desde a sua independência do Império Britânico em 1948.

Soma-se à alta inflação a queda das reservas internacionais, o que levou o Governo a declarar a suspensão dos pagamentos e a negociar com o FMI um plano de resgate que ainda não foi elaborado.

Esta situação deu origem a protestos em toda a ilha desde o final de março, quando milhares de pessoas começaram a sair às ruas para exigir a renúncia do então Presidente, Gotabaya Rajapaksa.

Em 09 de julho, a agitação civil culminou na invasão da residência oficial de Rajapaksa e da residência privada do então primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe, forçando o Presidente a abandonar o cargo e o país.

Wickremesinghe, agora Presidente do país, garantiu na semana passada que a meta do Governo é chegar a um acordo com o FMI até janeiro do próximo ano.

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