«O Sporting esteve bem, mas um pouco menos arrogante»

16 mai, 10:17
Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Sarabia e Matheus Nunes festejam golo no Sporting-Gil Vicente

Virgílio Lopes passou em revista a época dos leões, elogiou Sarabia e explicou a diferença da equipa de Amorim para o campeão FC Porto

Apesar de não ter revalidado o título de campeão nacional por «mérito do FC Porto», o Sporting «cresceu como equipa» sublinhou o ex-jogador Virgílio Lopes.

«Acho que o Sporting esteve bem, mas um pouco menos arrogante. Há uma arrogância boa que as equipas têm de ter e a deste ano não era tão boa como a de 2020/21. De qualquer forma, a equipa jogava melhor e era mais segura face à época passada, mas o FC Porto foi incontornável», vincou, em declarações à Lusa.

O ex-defesa dos leões (1976-1988) defendeu que não houve grande diferença entre os dois primeiros classificados da Liga.

«Não me parece que tenha havido uma diferença tão grande entre as equipas a nível de qualidade de jogo, entrega, seriedade e competitividade. Aliás, os ‘clássicos’ foram muito equilibrados, com o FC Porto a beneficiar de mais alguma experiência do que o Sporting, ao ponto de ter gerido sempre melhor a abordagem aos jogos e as emoções», analisou.

Para lá das derrotas sofridas com Santa Clara (2-3) e Sporting de Braga (1-2), que «afastaram quase em definitivo» os dois rivais no topo, Virgílio crê que os campeonatos «têm sido muito decididos em jogos grande, nos quais Sporting e FC Porto se igualaram duas vezes (1-1 em Alvalade e 2-2 no Dragão).

«O Ruben Amorim resolveu ter dois atletas para cada posição e eu concordo plenamente com isso. Há que estimular a competitividade interna para que, depois, sejamos mais competitivos frente aos adversários. É óbvio que se poderia ter problemas em função da quantidade de jogos, mas o Sporting fez uma boa época, com alguns miúdos que foram aparecendo e ajudando e sem que as lesões estivessem muito presentes», rememorou.

A «época verdadeiramente má» de Pedro Gonçalves, com 15 golos e 11 assistências nas diferentes provas, depois de ter sido o melhor marcador da edição passada da Liga «foi compensada» pela influência do espanhol Pablo Sarabia, visível em 21 golos e oito assistências.

«O Pablo Sarabia é um jogador muito diferente dos outros. É daqueles que têm um toque especial e, portanto, a adaptação a que modelo ou equipa for será sempre relativamente fácil. Sendo tão bom jogador, aquilo acaba sempre por correr bem. Veremos como é que Pedro Gonçalves vai estar na próxima época e se não tem lesões, pois atrasam e criam sempre grandes problemas, mas creio que esta aposta no Sarabia compensou», avaliou. 

Vigílio Lopes «não está a ver» Edwards a ser o sucessor de Pablo Sarabia na equipa do Sporting.n.

«Há uma simplicidade no jogo do Pablo Sarabia que o Marcus Edwards não tem de forma nenhuma. É um tipo de jogador completamente diferente. Com outro enquadramento, o Edwards pode fazer um pouco o papel do Sarabia. O Ruben Amorim já nos habituou a coisas fantásticas e boas, e coelhos tirados da cartola, mas parece-me difícil», antecipou. 

Numa época destacada pelos êxitos na Taça da Liga e na Supertaça, uma nova entrada consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões, prova na qual o Sporting evoluiu em 2021/22 até aos oitavos de final, permitirá «projetar o futuro com mais tranquilidade».

«O planeamento é um pouco mais fácil, porque há menos dúvidas sobre o que é preciso fazer. Por outro lado, as receitas são absolutamente fundamentais para os ‘grandes’. Ir direto permite gerir muito melhor a nível orçamental, face à garantia de que determinada verba vai entrar. Às vezes, permite arriscar, porque, mesmo sendo conservadores, pode-se considerar mais dinheiro em função dos resultados. Tudo são vantagens», finalizou.

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