Gyökeres: «Poucos golos de cabeça? O problema são os alas e os cruzamentos péssimos»

12 jul 2025, 11:47
Liga: Gyökeres no Rio Ave-Sporting (MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA)

Avançado do Sporting brinca com a escassez de tentos de cabeça e fala sobre o passado na Suécia

Em duas temporadas, o Viktor Gyökeres tornou-se inevitável e apontou 97 golos com a camisola do Sporting. No entanto, apenas quatro desses tentos foram de cabeça e, em tom de brincadeira, o avançado dos leões culpou os colegas por essa escassez.

«O problema não é a minha cabeça. São os nossos alas, os cruzamentos deles são péssimos! (Risos). Mas a sério, é um aspecto do meu jogo que preciso de melhorar. Gostaria muito de marcar mais golos de cabeça», referiu em entrevista ao L’Equipe.

Porém, ninguém nasce ensinado e o goleador nórdico recordou as raízes, explicando onde e quando deu os primeiros toques na bola.

«Cresci cercado por futebol. Aos 10 anos fui enviado para uma escola de futebol (uma espécie de programa de estudo desportivo). Na minha turma todos jogavam e passávamos o tempo a jogar no parque. Também tentávamos ter boas notas na escola e os meus pais sempre disseram que isso era importante. Mas para ser sincero nunca foi o meu objetivo principal», partilhou.

Com a possibilidade de ter representado clubes de renome na formação, na Suécia, Viktor explicou a razão para ter estado aos 15 anos na academia do IFK Aspudden-Tellus, clube regional que jogou antes de se mudar para o Brommapojkarna.

«Quando és o melhor numa equipa pequena, tens muito mais responsabilidade. Tens de carregar o próprio peso para e fazer a diferença. Nas formação dos grandes clubes, jogas com grandes jogadores e podes confiar neles. Quando jogas pelas melhores equipas, os adversários desafiam-te um pouco menos. Isso ajudou a construir-me de forma diferente dos outros e tornou-me no jogador que sou hoje», atirou.

Esta entrevista foi realizada no dia 21 de maio, na semana entre a conquista da Liga e a Taça de Portugal.

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