Treinador do Sporting recorda momentos quentes do jogo com o Santa Clara antes de novo embate com os açorianos
O Sporting regressa esta quinta-feira aos Açores para voltar a defrontar o Santa Clara, agora para os oitavos de final da Taça de Portugal, depois de já ter vencido os açorianos, para o campeonato, num jogo que acabou com muita polémica sobre o relvado.
Rui Borges, na abordagem ao jogo, desvalorizou a polémica no primeiro jogo, em que os leões ganharam, com uma cabeçada de Hjulmand, na sequência de um polémico pontapé de canto, e preferiu destacar a motivação dos seus jogadores para uma competição que venceram na última temporada.
Regresso aos Açores, espera novamente dificuldades?
«Tem tudo a ver com isso. A competição é diferente, a energia vai ser diferente de parte a parte, acredito eu, de resto, é sempre um campo difícil. É uma equipa que tem seis golos sofridos em cada para o campeonato, o que dita bem o que é a organização deles. As dificuldades em fazer golos, é uma das equipas que menos deixa o adversário chutar à baliza ou ter ações de finalização. É uma equipa muito intensa, muito competitiva em sua casa também. Individualmente e coletivamente também é uma equipa bastante agressiva, por isso espero uma dificuldade dentro daquilo que tivemos lá no jogo do campeonato e que sentimos todas as épocas. Um jogo difícil prante uma boa equipa, bem organizada, com um bom treinador, motivada. Depois de jogarem contra nós, perderam só com o Braga. Isso dita bem o que é a qualidade que vamos apanhar pela frente.»
Último jogo acabou com confusão no relvado.
«A estabilidade emocional é importante em todos os jogos, não só neste, mas em todos. Aquilo que foi a confusão no final do jogo são coisas naturais do jogo, do calor do momento, duas equipas a quererem ganhar, uma que perdeu nos últimos minutos, outra que ganhou. Há sempre uma picardia ou outra, mas depois acredito que com o passar dos minutos acabe por passar. Acho que faz parte, não acontece só nesse jogo, já aconteceu em muitos outros sem ser do Sporting também. Acho que às vezes pode não ser bonito, e não é, mas a quente às vezes dizemos coisas que não queremos, de parte a parte. É muito do calor do momento, mais do que tudo o resto. Aquele jogo já passou, foi aquele momento em si, amanhã é um jogo diferente, entre duas equipas que querem muito ganhar para passar aos quartos de final, sabendo que, nos quartos, jogam em casa. São fatores que podem motivar que o jogo seja aceso, mas aceso da parte positiva, da parte competitividade, da intensidade. Como disse, é uma equipa muito intensa, muito agressiva no sentido da palavra. É uma equipa de duelos, penso que é a equipa com mais cartões no campeonato. Isso dita bem a intensidade que metem no jogo e nós temos de estar preparados para ela.»
Santa Clara ficou com uma motivação-extra para este jogo?
«A motivação que posso falar, seja para o Sporting ou para o Santa Clara, é saber que nos quartos de final joga em casa. É algo que logo à partida motiva qualquer equipa que é jogar em sua casa, perante os seus adeptos. É onde se sente melhor, mais confortável, por isso é mais um fator de motivação, apenas isso.»
Os rivais criticaram a vitória do Sporting por causa do golo que surge de um canto mal assinalado. É uma motivação demonstrar que também pode ganhar sem polémica?
«Estamos focados e a nossa maior motivação é sermos os detentores do título da competição que vamos disputar amanhã, que é a Taça de Portugal. Somos detentores, queremos muito continuar e não pode haver maior motivação do que essa, independentemente de ser o Santa Clara, da confusão que houve no jogo do campeonato porque isso a toda a hora, em todos os campos, em todos os jogos, porque ninguém é perfeito. Também erro muito, no momento de calor a gente estrebucha de outra forma, com se diz lá em cima. A nossa maior motivação tem de ser as nossas vitórias e as nossas conquistas. Conquistámos com muito suor, muito trabalho a Taça de Portugal e queremos fazer tudo para a voltar a conquistar.»