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Rui Borges recusa atirar a toalha ao chão se perder o dérbi: «Fica difícil»

18 abr, 13:29
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Treinador do Sporting garante que os jogadores acreditam no tricampeonato e lembra que matematicamente nada ficará decidido após o jogo com o Benfica

Rui Borges em conferência de imprensa de antevisão ao dérbi com o Benfica, na 30.ª jornada da Liga. O treinador do Sporting admite que o cansaço do jogo com o Arsenal pode fazer-se sentir, porém, recusa usar isso como desculpa. O técnico leonino também garantiu que os jogadores acreditam no tricampeonato e admitiu que tudo ficará mais difícil se não vencerem o dérbi, mas lembrou matematicamente ainda poderá sonhar com o título.

Peso do jogo com o Arsenal e se outro resultado que não a vitória hipoteca a luta pelo título

«Tem sempre algum peso, mas não vamos nem nos podemos agarrar a isso. A importância do jogo é ainda maior, porque estamos a encurtar o tempo, há menos jogos e cada jogo tem cada vez mais importância. Não só este com o Benfica, como os próximos. É um jogo importante para o nosso objetivo, claro que é um grande adversário e que teremos mais dificuldades, mas queremos muito e só estamos focados em ganhar. Sabemos que, em alguns momentos, não vamos conseguir ser o Sporting que gostamos, temos essa noção. Mas acredito num Sporting forte, com ambição e coragem enormes de querer ganhar. A força dos nossos adeptos também será importantíssima para, de alguma forma, não deixar vir o cansaço à cabeça dos jogadores. A energia dos adeptos será importante. Mas isso não servirá de desculpa. A equipa está motivada, quer muito ganhar e está focada no objetivo. Temos de ganhar e queremos muito ganhar. Vamos fazer muito por isso.»

«O nosso pensamento é só ganhar. Não somos primeiros, somos segundos e, por isso, precisamos dos três pontos. Queremos continuar até ao fim na luta pelo campeonato, acho que é possível.»

Sporting tem desperdiçado algumas vantagens

«Temos de ser muito mais frios a perceber como empatámos os jogos. Com o Sp. Braga, por exemplo, sofremos dois penáltis aos 90+2 ou 90+3. Há coisas que não controlamos, são coisas do momento, é futebol. Jogámos contra boas equipas e estamos sujeitos a isso. Nada disso belisca a capacidade da equipa em fazer um grande campeonato, porque estamos a fazer um grande campeonato, mas quem vai em primeiro está a fazer melhor, está a fazer um campeonato extraordinário. Temos de dar mérito a quem vai na frente. Mas quem vai na frente também tem de perceber que quem vai atrás quer muito chegar à frente e vai fazer tudo por isso. É um grande jogo, em nossa casa, com duas grandes equipas e espero que os adeptos sejam importantes para conseguirmos uma grande vitória.»

Jogadores acreditam no tricampeonato

«Acreditam muito e têm demonstrado isso. Não vamos ganhar sempre 3-0, vamos ganhar alguns por 1-0. É melhor ganhar do que não ganhar. A equipa demonstrou um carácter enorme na Amadora, conseguimos uma vitória difícil, que valoriza ainda mais o nosso trabalho e alavanca a ambição de continuar na luta pelo campeonato. E tudo aquilo que fomos capazes de fazer perante uma grande equipa da Europa tem de nos motivar para conseguirmos estar ao mesmo nível no nosso campeonato e na Taça. Tem de nos dar motivação e exigência. Se conseguimos estar a este nível na Europa, temos também de estar a este nível no campeonato. E temos estado. Mas há jogos em que não vamos estar com a mesma frescura e intensidade. Tudo pesa na reta final. Desde que a energia e ambição estejam lá – e isso eles têm demonstrado em todos os jogos – as coisas estão muito mais perto de correrem bem.»

Características do meio-campo do Sporting para travar Aursnes

«É um bom jogador, tal como eles têm de perceber que também há bons jogadores do outro lado e como os têm de parar. Temos de ser iguais a nós mesmos, não mudar nada da nossa ideia de jogo, vamos mudar um ou outro comportamento, mas muito mais coletivo do que individual para conseguirmos anular um Benfica forte. Não me foco num jogador do adversário, mas sim no coletivo. Mais do que o adversário, está sempre primeiro a nossa ideia.»

Não atira a toalha ao chão, mesmo se não vencer

«Atirar a toalha? Não. Não penso nisso, penso em ganhar. Fica mais difícil, mas matematicamente ainda é possível.»

Duas equipas com pouco a ganhar e muito a perder

«Acho que não vai condicionar, serão duas equipas a querer ganhar, porque estão focadas nos objetivos. Não dependemos só de nós, mas temos de fazer a nossa parte para não se tornar ainda mais difícil. Estamos focados no nosso caminho. Temos de fazer tudo para ganhar para continuarmos na luta e meter pressão em quem vai na frente. Estamos muito focados nisso. O que pode decidir o dérbi? Acho que não decide nada, mas torna difícil seja que objetivo for para qualquer uma das equipas.»

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