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Varandas garante: «A perceção de terceiro grande pertence ao passado»

15 set 2025, 15:48
Frederico Varandas (Foto: Sporting)

Presidente do Sporting recordou dificuldades de 2018 quando assumiu a presidência do clube, falou sobre Ronaldo e explicou impacto da venda de Gyökeres

Frederico Varandas concedeu uma entrevista à revista alemã Kicker onde abordou a transformação do Sporting nos últimos seis anos. O presidente dos leões assumiu que a perceção internacional do clube mudou e que o rótulo de «terceiro grande» ficou ultrapassado.

«Desde o início dos anos 80 até ao nosso início em 2018, o Sporting ganhou pouco em comparação com os nossos rivais. Tenho 45 anos e pertenço à geração que mais sofreu com isso. (…) Mas também é um facto que conseguimos inverter essa perceção. Hoje, o Sporting é líder em Portugal. Não tenho dúvidas de que a perceção de “terceiro grande” pertence ao passado», afirmou.

Varandas lembrou as dificuldades que encontrou ao assumir a presidência, em setembro de 2018.

«Quando tomámos posse, o clube estava no pior momento da sua história. Não vencia o campeonato há 17 anos, por causa do ataque à academia os nossos melhores jogadores tinham rescindido e não tínhamos sequer dinheiro suficiente para pagar os impostos. Foi preciso começar do zero», recordou.

Sobre Ronaldo, o dirigente verde e branco afastou a hipótese de um regresso ao relvado de Alvalade, mas sublinhou o peso simbólico do capitão da Seleção Nacional.

«Cristiano já disse publicamente que não quer voltar a jogar em Portugal. Representa o espírito do nosso clube, reforça a nossa identidade e será sempre uma referência e um embaixador do Sporting», garantiu.

A entrevista também abordou o tema Viktor Gyökeres, transferido para Inglaterra. Para Varandas, a saída, ao fim do segundo ano e não uma época antes, foi a prova de que o Sporting já consegue segurar os jogadores por mais tempo do que no passado.

«Os jogadores sabem que, ao virem para o Sporting, encontram estabilidade desportiva e financeira. Somos menos dependentes das vendas e isso torna-nos um parceiro mais atrativo para atletas e investidores».

O presidente verde e branco lembrou ainda os mais de 700 milhões de euros em receitas de transferências desde 2018, mas também o crescimento das receitas próprias e da massa associativa.

«Em 2018 vendíamos 26 mil bilhetes de época, hoje temos o estádio quase sempre esgotado e mais de 10 mil pessoas em lista de espera. [...] Temos sido muito competentes em gerar receitas elevadas com transferências, a fim de ter um orçamento competitivo. Isso permite-nos reinvestir na nossa formação e na aquisição de jogadores, que uma vez potenciados, mais tarde darão o salto para outras ligas mais competitivas», referiu.

O presidente do Sporting também apontou o impacto da presença na Liga dos Campeões em relação às receitas anuais, e já tem objetivos definidos para esta temporada na competição.

«No mínimo, temos o objetivo de passar aos playoffs e consolidar a imagem internacional de um clube de Champions», concluiu.

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