Estilhaços e pequenas partículas feriram ligeiramente alguns adeptos durante os festejos na madrugada de domingo. PSP elogiou «comportamento cívico da grande maioria dos adeptos», mas há olho atento à segurança no dérbi da final da Taça
Os festejos do título nacional do Sporting na madrugada de sábado para domingo proporcionaram uma autêntica onda verde e branca, de Alvalade ao Marquês e passando por vários pontos do país, ficando também marcados pela utilização de muitos engenhos pirotécnicos, cujos estilhaços e pequenas partículas atingiram várias pessoas, que ficaram com ferimentos ligeiros.
Segundo apuraram a TVI/CNN Portugal e o Maisfutebol, a maioria das imagens dos festejos, muitas delas difundidas através das redes sociais, vão ser avaliadas pelas equipas de investigação criminal da Polícia de Segurança Pública.
Apesar de a PSP ter salientado, no domingo, após os festejos, a «colaboração da grande maioria dos adeptos sportinguistas, bem como dos restantes adeptos de futebol, pelo comportamento cívico», foi possível apurar que as autoridades estão preocupadas, na globalidade, com o uso destes engenhos, a menos de uma semana da final da Taça de Portugal, que coloca em duelo Sporting e Benfica.
As preocupações estão relacionadas com a segurança dos adeptos. De recordar que, desde o início de 2023, que a utilização de pirotecnia no desporto é punível com pena de prisão até cinco anos ou multa até 600 dias.
Há 29 anos, a 18 de maio de 1996, a última final entre Sporting e Benfica na Taça, no Jamor, deu vitória do Benfica por 3-1, mas ficou também marcada pela morte de Rui Mendes, adepto do Sporting atingido por um very light, disparado por Hugo Inácio, adepto do Benfica.