Em causa o castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina da FPF após vitória nos Açores
O Supremo Tribunal Administrativo rejeitou o recurso interposto pela Federação Portuguesa de Futebol e colocou um ponto final no chamado caso Harder, dando razão ao Sporting.
A decisão encerra um processo que, no plano desportivo, já não tem retorno: Harder acabou por cumprir o castigo no jogo seguinte, frente ao Moreirense, e já nem sequer representa o Sporting desde o último verão, pelo que a decisão do Supremo Tribunal Administrativo não altera nada.
Recorde-se que tudo começou nos Açores, num jogo com o Santa Clara, em abril de 2025. No término do duelo, o árbitro Cláudio Pereira expulsou Harder por ter gritado «Yeah!» durante os festejos, o que provocou um momento de tensão com Luís Rocha, defesa do Santa Clara.
O relatório do árbitro levou o Conselho de Disciplina a aplicar, poucos dias depois, um jogo de castigo a Harder, que não disputou o Sporting-Moreirense (3-1), da jornada seguinte.
A SAD leonina recorreu então para o Tribunal Arbitral do Desporto, que em agosto lhe deu razão e anulou o castigo. No entanto, devido à demora do Conselho de Disciplina em proferir a decisão final, o Sporting já não pôde apresentar uma providência cautelar a suspender o castigo, pelo que Harder já tinha cumprido a suspensão.
Ainda assim, e apesar da anulação do castigo não ter quaisquer efeitos práticos, a Federação não aceitou que o Tribunal Arbitral do Desporto tenha dado razão ao Sporting e recorreu para o Supremo Tribunal Administrativo, que agora indeferiu esse recurso e deu razão ao Sporting.
Cumprido o castigo, Harder concluiu também o ciclo no Sporting e rumou ao Leipzig. Ou seja, trata-se apenas de uma vitória jurídica dos leões sobre a Federação: o dano desportivo é irreversível.
