«Quando tenho as minhas afilhadas no estádio ganho sempre»

16 fev, 00:06

Rui Borges em conferência de imprensa depois da difícil vitória sobre o Famalicão (1-0)

A análise de Rui Borges, treinador do Sporting, à vitória sobre o Famalicão (1-0), no Estádio de Alvalade, com um golo tardio de Daniel Bragança, em jogo da 22.ª jornada da Liga.

Análise ao jogo

«Antes de mais, sou um homem feliz acima de tudo, por estar no Sporting e poder desfrutar. Em relação ao jogo, o Famalicão na primeira parte tem dois lances de perigo, em duas transições, foi bastante duro nos duelos, mas não teve muito mais. Obrigou-nos a errar mais, aqui e ali ficou claro que nos faltava uma referência na área, mas estivemos quase sempre por cima. A segunda parte não teve história, temos quinze cantos, acabámos por faze golo num canto. Podíamos ter feito golos em alguns lances de bola parada. A história é essa, uma equipa a procurar o golo e outra a defender bem. Fomos criando e fomos capazes ao longo do jogo, às vezes não tão bem com qualidade no último terço, mas fizemos o suficiente para ganhar o jogo.»

Hugo Oliveira considera que o golo de Ibrahim Ba foi mal anulado

«Concordo que foi falta. Para mim é falta clara e é um lance que é precedido de fora de jogo».

A opção por Pote e Trincão no ataque

«O Pote teve a ver muito com o que tínhamos em jogo. Tínhamos o Nel, é certo, o Fotis [Ioannidis] esteve em dúvida até à última. Se pudesse tínhamos começado com o Nel. Não tendo o Fotis, tínhamos jogadores móveis como o Pote, mas seria uma opção desse género, mas a equipa foi competente. O Famalicão foi-nos tirando alguns espaços, em alguns momentos faltou-nos essa referência na área. Mesmo em zonas de cruzamento, faltou-nos a referência. Foi acima de tudo uma opção minha, mais pela ausência do Fotis. Levou-me a deixar o Nel para a segunda parte».

Mais um golo na reta final do jogo. É uma situação que o deixa preocupado?

«Já me fizeram essa pergunta várias vezes, para mim um jogo é do primeiro ao último minuto. Tenho dois empates aos 90, é tudo muito subjetivo. Acima de tudo, isso revela que a ambição da equipa é enorme. Não deixámos o adversário criar. Ganhei o jogo, é o que queremos. Os jogos vão ser cada vez mais difíceis, mas isso é para todos. Jogámos contra uma boa equipa e isso valoriza ainda mais a nossa vitória».

FC Porto, Benfica e Sporting venceram todos por um golo. Os candidatos vão ser mais pragmáticos até ao final, mesmo a jogar mal? O Amorim também ganhava muitos jogos na ponta final.

«Não vou comparar uma equipa que já não é a mesma. A equipa tem qualidade e isso só enaltece a qualidade, a entreajuda e a ambição do grupo, não só em termos de jogo. Hoje não jogámos mal jogámos bem. Mérito do adversário que nos obrigou a errar mais do que o normal. Os jogos vão ser mais difíceis para todos, todos querem pontos e as dificuldades são para todos. É preciso perceber que os jogos acabam aos 97 ou 98 minutos. É ir atrás dos golos e isso demonstra a ambição que a equipa tem».

Como é que viveu este jogo? Como está a sua arritmia cardíaca?

«A minha está super-calma. Tinha as minhas afilhadas aqui e quando elas estão aqui, ganho sempre. Aproveito e dedico a vitória às duas. Essa conversa dos últimos minutos nem sequer ligo tão pouco. Alguns chamam-lhe sorte, mas já não chamam sorte com golos aos quinze minutos com falhas do adversário. Para nós não é demérito porque marcamos mais tarde, é indiferente o minuto, queremos é ganhar».

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