Treinador fala na mudança de «chip» depois da histórica vitória sobre o Paris Saint-Germain
Depois da histórica vitória sobre o paris Saint-Germain, Rui Borges prepara a equipa para regressar à terra e à Liga, mais concretamente com uma visita Arouca, para o jogo da 19.ª jornada da Liga que está marcado para o próximo sábado.
Depois de subir às nuvens com a vitória sobre o PSG, Sporting vai ter de regressar à terra para a visita a Arouca
«É totalmente diferente, contexto diferente, a exigência vai ser diferente, o adversário vai ser diferente também, vai pedir outras coisas. É mostrar, tentar mostrar com aquilo que é o nosso diálogo, mudar esse chip como nós às vezes dizemos para aquilo que serão as dificuldades do jogo em Arouca. Não terá nada a ver com aquilo que foi a história do jogo com o jogo passado da Champions. São só três pontos para outra competição, contra um grande adversário, mas não significa mais do que três pontos. É isso que tem de significar para nós, três pontos naquilo que é o nosso crescimento e o nosso trabalho. Arouca diferente, o campeonato, como já disse, é que é a nossa Liga dos Campeões. Exigência grande, mau tempo, vamos ver o que é que o jogo vai pedir, o estado do terreno, se vai ou não chover, se vai estar temporal… São coisas em que vamos ter uma capacidade de adaptação grande, mas os campeões são assim, têm de se adaptar, têm de ganhar independentemente de quais foram as circunstâncias.»
A continuidade na Champions, com, pelo menos, mais dois jogos, podem complicar o calendário do campeonato?
«São competições diferentes, mas acredito que sobrecarrega aquilo que é o campeonato por jogarmos de três em três dias. Temos tido alguns percalços em termos de lesões, estão agora a voltar, tornam o grupo mais compacto, mais coeso, mais forte, mais capaz de dar solução a esses jogos. É nisso que nos focamos, perceber que queremos toda a gente disponível e, depois dentro dessa disponibilidade total, manter-nos competitivos, seja qual for a competição em si. Não há como fugir, queremos ganhar. Se me perguntarem se queremos ir ganhar a Bilbau, queremos porque, se ficarmos nos oito primeiros, tira-nos dois jogos do excesso de calendário. Ajuda também a nós treinadores, naquilo que é o trabalho diário, porque conseguimos treinar mais de forma normal e às vezes é necessário, por mais que os jogadores queiram jogar sempre, o cansaço acumulado vai surgindo e ficamos mais perto dessas possíveis lesões. Agora com o grupo mais disponível, daremos resposta em qualquer jogo.»
O jogo com o PSG é um daqueles que mete o Sporting na montra. O telemóvel tocou muitas vezes?
«Para mim foi uma semana normal, um jogo de dificuldade grande, contra uma grande equipa, ganhámos e para mim significa três pontos. Claro que naquilo que é o telemóvel, a família, os amigos… mas mandam quando ganho ao PSG ou quando ganho ao Arouca, é exatamente igual. Quero é que me mandem mensagens quando ganho ao Arouca e não ao PSG.»
Com uma vitória sobre o Athletic Bilbao, Sporting pode ajudar o Benfica…
«Nós olhamos é para o Sporting. Depois de passar o Arouca, que é esse o nosso foco, vamos fazer o nosso melhor em Bilbau para conseguir entrar nos oito primeiros e, se possível, tirar dois jogos ao excesso de calendário. Apenas e só isso.»