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Rui Borges: «Estrela está na luta pelos pontos, vai ser difícil para nós»

10 abr, 14:00

Treinador fala na mudança de «chip» e pede aos jogadores foco total no regresso ao campeonato

Rui Borges fala na mudança de chip da Liga dos Campeões para a liga portuguesa, na véspera do «difícil» duelo com o Estrela da Amadora, este sábado (20h30), no Estádio José Gomes, em jogo da 29.ª jornada da Liga.

Expetativa para a visita à Reboleira?

«Espero um jogo difícil, dentro de tudo o que tem sido e o que será este mês, pela exigência do jogo que tivemos [com o Arsenal], histórica mente é um campo difícil. É uma equipa que tem um final de campeonato difícil e que está na luta pelos pontos. Todas estas circunstâncias levam-me a crer, e não tenho dúvida nenhuma, que será um jogo difícil para nós. Agora também temos muito a ganhar, temos de seguir aquilo que é o nosso caminho, temos de conseguir uma vitória, sabemos que vamos ter de lutar bastante para a conseguir. Dentro daquilo que é o Estrela e dentro daquilo que será o Sporting, será um jogo bastante competitivo».

Mudança de chip dos quartos de final da Champions para a Liga

«Para nós é focar-nos o máximo possível dentro daquilo que é a nossa forma de ser e de estar no dia-a-dia para conseguir ligar, na tal mudança de chip, para um jogo diferente, mas a dificuldade é grande. Por mais que sejam adversários totalmente diferentes, a dificuldade será grande, agora, naquilo que podemos fazer em termos diários, é ligá-los, é fazê-los perceber e ver que continuamos no nosso caminho, que o nosso principal objetivo é o campeonato. Essa é a nossa Champions, já o disse várias vezes, alguns jogadores já disseram isso também, por isso, é esse o nosso foco, é esse que tem de ser o nosso caminho. Em relação à equipa técnica, é um bocado isso, ligá-los, na exigência do treino, na exigência de perceber que o jogo será de grau de dificuldade elevado por tudo o que é histórico de jogar na Amadora».

Em termos estratégicos, que espera do Estrela?

«É uma equipa que muito forte em contra-ataque, ataque rápido, jogadores rápidos e tecnicamente evoluídos no último terço, apesar do míster João [Nuno], desde que chegou, tentar uma equipa com posse. Tem boas dinâmicas, tem uma ideia muito boa naquilo que é o processo ofensivo, uma equipa que quer ter bola, quer jogar, mas, a nível individual, tem em alguns momentos. Penso que é a segunda ou a terceira equipa que mete mais passes longos, precisamente por isso, para procurar os homens da sua frente de ataque que são homens com velocidade e com boa técnica que podem resolver muitos jogos no um-para-um. É um bocado isso que nós temos de perceber. Depois é também uma equipa atleticamente muito forte, jogadores muito altos, a média de altura também é grande, num campo que leva a que essa parte física seja também importante, Dentro de tudo isso, temos de estar percetíveis da dificuldade do jogo e estarmos comprometidos. Se não estivermos, vamos ter dificuldades, mas ainda do que as nos esperam e nós não queremos isso. Queremos ganhar para continuarmos na luta pelo nosso principal objetivo».

Os passes longos do Estrela e os centrais amarelados podem-no levar a mudar a estrutura defensiva?

«Não olho por aí, são dois jogadores que estão disponíveis, dentro da gestão física e estratégica, tentaremos entrar com os melhores para conseguir ganhar. Não olho para os cartões, não interessa pensar no jogo à frente se não ganharmos o jogo de amanhã, por isso, queremos muito ganhar amanhã e, em termos de estratégia e condição física, logo veremos por quem vamos optar.»

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