Treinador fala do duelo entre as duas equipas com maior posse de bola na Liga
Rui Borges, treinador do Sporting, na antevisão da visita dos leões a Braga, jogo da 25.ª jornada da Liga que está marcado para este sábado.
Espera um Braga mais defensivo?
«Antes de mais, o Braga não muda a ideia de jogo, independentemente dos jogadores que estiverem em campo e em que posição for. É uma ideia de jogo em que gosta de ter a bola, é a equipa com mais posse, perto do Sporting, são as duas equipas com mais posse de bola no campeonato e isso identifica bem o que é o jogo do Braga. É uma equipa que gosta de ter bola, que não gosta de a perder, é uma equipa muito forte naquilo que é a reação à perda no último terço. Por isso, mais do que qualquer jogador, o João ou o Lelo, a ideia está lá sempre. Eles não mudam, podem mudar sim algumas características, depende de quem joga, mas é uma equipa que gosta de ter bola, gosta de procurar o golo, é uma equipa ofensiva, muito propensa ao jogo ofensivo, que nos vai criar bastantes dificuldades, como nos criou aqui em Alvalade.
«Tirou-nos ali alguns timings, alguns gatilhos de pressão, tem também uma variabilidade de posição de toda a equipa. É uma equipa com muitos golos, é dos melhores ataques do nosso campeonato. Uma equipa que nos últimos dez jogos fez tantos golos como o Sporting. Uma equipa que em casa tem nove golos sofridos, o que identifica também o seu papel defensivo, como disse, a boa reação à perda que têm. É uma equipa com muitos penáltis, é sinal que empurra o adversário para dentro da sua área. Por isso é uma equipa forte que tem a última derrota [ndr: em casa] para o campeonato em setembro. Isso identifica bem aquilo que é o Braga. Esperamos dificuldades para o jogo de amanhã.»
Sobre o empate em Alvalade na primeira volta (1-1)
«São as duas equipas com mais posse no campeonato, dá nas duas perspetivas. Em relação ao jogo em casa, o Braga foi melhor do que nós na segunda parte, não nos criou muito perigo, acaba por empatar o jogo num lance individual. Foi um lance na área, um puxão, um penálti, portanto, um lance individual, não conseguimos controlar. Acima de tudo, são duas equipas que gostam de ter bola, vai ser um bom desafio para ambas. Nós não gostamos de não a ter e eles igual, é um pouco isso. Temos de ser uma equipa capaz de perceber mentalmente todos os momentos do jogo, não perdermos o equilíbrio. No jogo em Alvalade, na segunda parte, não tivemos tanto a bola, fomos perdendo o discernimento em termos mentais. Queríamos pressionar e em alguns momentos não conseguimos. O Braga mete muita gente no processo na primeira etapa da construção, puxa muitos os médios, o Pau Victor que é avançado joga muito como número dez».
Sp. Braga parte em vantagem por ter tido mais tempo para preparar o jogo?
«Não sei, é muito subjetivo. É claro que tem mais dias de descanso, é possível que estejam com a energia mais no alto, em relação ao Sporting. Da minha parte, não servirá de desculpa para a aquilo que será a intensidade do jogo. Teve mais dias para preparar o jogo, tem os jogadores mais frescos, mas a nossa ambição é tanta para ganhar a Taça que jamais servirá de desculpa o ter menos dias de descanso para o jogo.»