Rui Borges sai em defesa do novo sistema tático. Diz que muitas das dinâmicas ainda se mantêm, mas que é preciso acrescentar algo para melhorar. Até porque, lembra, já não há Gyökeres
Depois de na época passada ter feito marcha-atrás na intenção de adotar um novo sistema tático, Rui Borges parece estar decidido em fazer cair definitivamente o 3x4x3 que sustentou o sucesso do Sporting nas últimas temporadas.
Na antecâmara da estreia na Liga, o técnico dos bicampeões nacionais relativizou o debate (e as críticas) acerca da substituição do 3x4x3 pelo 4x2x3x1. Para Rui Borges, o sistema é só um ponto de partida e o que interessa é a forma como os jogadores se movimentam dentro do campo.
«A crítica faz parte. É muito subjetivo falar no sistema. Tem-se falado muito nisso, mas se olharem para o jogo há coisas que mudam e que não mudam. O sistema é só o início. É tudo uma questão de dar mobilidade ao jogo e à equipa. Mais do que o sistema, é uma questão de sermos melhores», disse, lembrando que a perda de Gyökeres coloca outro tipo de desafios à equipa.
«Como já o tinha dito, perdemos uma referência importante nos dois anos de vitórias do Sporting e temos de arranjar forma de nos reinventarmos a cada ano que passa. Não chega sermos o que éramos. A perspetiva é acrescentar algo que nos permita ser melhores e diferentes», apontou, insistindo que a temporada de 2025/26 vai ser mais exigente.
E clarificou: «Não abdicando do que éramos como equipa – se alguém disser que o fizemos não está a ver o jogo – e dinâmicas que levaram o Sporting a vencer, mas acrescentando coisas para sermos cada vez melhores. Se formos falar de sistema, quando cheguei mudei o sistema talvez mais do que agora e ganhámos. Ganhámos ao Benfica logo no primeiro jogo e fizemos uma grande primeira parte», recordou, para concluir de seguida em jeito de segurança: «Os jogadores são inteligentes.»