Extremo fala das dificuldades que o Sporting sentiu ao longo da temporada, numa entrevista a uma rádio do Uruguai
Maxi Araújo conquistou o primeiro título da carreira, no passado sábado, em Alvalade, e, em declarações à imprensa do Uruguai, deu conta das dificuldades sentidas pelo Sporting ao longo da temporada até à conquista de um título «lindo».
«Durante toda a época foi difícil. Perdemos muitos jogadores importantes, estivemos com muitos pontos à frente do Benfica, eles empataram, voltámos a conquistar muitos pontos, empataram outra vez e ultrapassaram-nos. Fomos ao estádio deles e empatámos e, agora, tínhamos este último jogo em casa e se ganhássemos eramos campeões, dependíamos só de nós e isso foi lindo», começa por contar o internacional uruguaio em entrevista ao programa «100 por cento Deporte» da Rádio Sport 890.
Um bicampeonato que o Sporting não conseguia há 71 anos. «Era o que queria o clube e eu também queria conquistar o meu primeiro troféu, é muito especial. Estou muito feliz por ganhar a Liga, era o nosso principal objetivo», prosseguiu.
Uma conquista ao lado do compatriota Franco Israel que, a meio da época, perdeu a titularidade para Rui Silva. «Ter partilhado esta época com o Franco foi muito especial, ajudou-me muito desde que cheguei. Ele já está na Europa há alguns anos e, no Sporting, há três», comentou.
Uma época em que Maxi Araújo começou de forma discreta, mas acabou por conquistar o seu espaço e foi mesmo determinante na ponta final da temporada. «No início sabia que ia ser difícil entrar na equipa. Vinha com a cabeça preparada para aproveitar as oportunidades que me dessem. Quando fui para o México e estive um ano sem jogar, era mais jovem e não tinha a experiência que tenho hoje, foi muito difícil. Aqui no Sporting estava mais preparado e, estando na seleção, vinha com outra mentalidade, sabendo que, se não jogasse, ia trabalhar o dobro como sempre fiz. Por sorte, acabei por encontrar o meu lugar, comecei a jogar muito e a aproveitar a oportunidade», recordou.
Quanto às diferenças que encontrou no futebol português, Maxi fala num campeonato «muito físico» e com muitos jogos, com pouco tempo de descanso. «Quase todo o campeonato joguei com uma linha de cinco, às vezes com uma linha de quatro, e um ou outro jogo como extremo. É uma liga difícil e, no início, custou-me um pouco a entender que aqui jogávamos mais como uma unidade e não tanto sobre correr para ganhar espaço. Estou melhor em relação a isso», referiu.
Maxi Araújo vai ainda disputar a final da Taça de Portugal, no próximo domingo, e, depois, viaja para o Uruguai para disputar mais dois jogos da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo do próximo ano.