Rui Borges relativizou as críticas e recados do rival da Segunda Circular
À margem da antevisão à receção ao Gil Vicente, na 34.ª e última jornada da Liga, Rui Borges ironizou quanto ao «milagre» referido por José Mourinho. Questionado se o treinador do Benfica estaria a tentar condicionar a arbitragem, o treinador do Sporting esboçou um sorriso.
Mourinho deu a entender que o Sporting tem sido favorecido. Considera que é uma tentativa de condicionar a arbitragem?
«O míster deve ser tão devoto como eu, por falar na nossa senhora de Fátima, deve ser tão devoto como eu. Não vou entrar nessa luta, quero sim ser segundo classificado, tenho de ter competência, eu e a minha equipa, para conseguir levar de vencida uma boa equipa que está a fazer um grande campeonato. Mesmo em nossa casa, será um jogo bastante competitivo e intenso e que vai exigir de nós o nosso melhor.»
Mourinho falou várias vezes em milagres, insinuando que o Sporting acaba por ser beneficiado e o Benfica prejudicado
«Isso têm de perguntar a ele. Eu estou focado em ser competente. Sei que não fui competente em alguns jogos e que não fui campeão por causa disso, é o que eu sei. Tem a ver com soluções que eu possa arranjar para a minha equipa para a tornar melhor. É nisso que estou focado, em ser treinador, mais competente, para conseguir ser campeão. É esse o meu único objetivo. Não conseguimos ser porque em alguns momentos não fomos tão competentes como queríamos.»
Quais os jogos em que foi menos competente?
«Isso teria de analisar da melhor forma, não é num minuto que o farei. Podemos sempre ser melhores, seja em que jogo for. Não perdemos pontos só num jogo, por isso poderia ter sido melhor em qualquer jogo que não ganhei. Temos de analisar e crescermos enquanto treinadores, enquanto equipa, para perdemos menos pontos.»
Assume essa responsabilidade pelos momentos menos competentes?
«Digo isso porque sou exigente comigo mesmo. Quero ganhar sempre, quando não consigo ganhar é porque tenho de ser mais competente. Eu e a minha equipa técnica. Vou sempre dar a cara pela minha equipa porque eles dão tudo. São um grupo extraordinário e merecem que eu dê a cara sempre. Quando as coisas não correrem tão bem é porque tenho de os ajudar melhor. Tem a ver com a minha exigência diária».
