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Varandas fala dos muitos lesionados, elogia plantel e faz apelo à onda verde

André Cruz , Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira
23 abr 2025, 00:23
Frederico Varandas (Foto: Sporting)

Presidente do Sporting enalteceu a resposta dos jogadores durante a temporada, após a crise de lesões

O Sporting carimbou a passagem à final da Taça de Portugal, depois de eliminar o Rio Ave, um feito que mereceu elogios de Frederico Varandas. O presidente dos leões falou aos jornalistas, numa declaração sem direito a perguntas e na qual não respondeu às perguntas que foram sendo lançadas. O dirigente lembrou sobretudo as lesões que assombraram o plantel.

«Depois de nos qualificarmos para mais uma final, gostaria de deixar uma palavra aos meus jogadores e equipa técnica. No ano passado, fizemos uma das melhores épocas da nossa história, mas tenho de reconhecer e confessar que, nesta época, algo superou a anterior: a minha admiração por eles, por tudo aquilo que têm feito num dos anos mais duros, mais imprevisíveis que aconteceram num Sporting muito bem organizado e preparado. Para além das saídas, a perda de Nuno Santos e Pote com lesões graves. Em janeiro, quando muito se falava que teríamos de nos readaptar a um novo treinador e preparar o plantel da melhor maneira, fomos buscar um guarda-redes, um extremo e diziam que tínhamos de ir buscar laterais por causa da maneira de defender deste treinador. Demos resposta. A estrutura e o treinador confiaram no Fresneda e, afinal, não era preciso um lateral-direito. Quando partimos para a segunda metade da época, de repente, perdemos quatro médios: Morita com lesão muscular, Hjulmand com entorse e Daniel Bragança de fora do resto da época e João Simões com uma fratura. De repente, ficámos sem um único médio», começou por dizer.

«Sei que, muitas vezes, só analisamos a qualidade do jogo, fazemos comparações com o passado, mas, num rápido exercício, nos últimos dois meses, só por uma vez o Sporting teve dois médios disponíveis para o jogo. Teve três jogos onde não teve um único médio disponível e, em todos os outros jogos, teve apenas um médio em cinco», prosseguiu.

«Chegámos a ter 9, 10, 11 indisponíveis. E a verdade é que, com tudo isto, o Sporting entra para a reta final do campeonato [na liderança] e apurado para a final da Taça. Olhando para trás, tenho de dizer, de forma racional, que o Sporting competiu a 70 por cento das suas capacidades. Por duas vezes perdemos a liderança e fomos buscá-la duas vezes. Somos o melhor ataque, a melhor defesa, temos o melhor marcador do campeonato. Aconteça o que acontecer, não consigo ter mais admiração por estes jogadores e equipa técnica. Só o grupo sabe o que passou nestes meses», completou.

Varandas continuou a encher o plantel de elogios. «O Trincão partiu a mão na primeira parte do jogo com o Santa Clara, devia ter saído, mas não saiu, porque sabe que a equipa precisa dele. O Hjulmand está a jogar com duas pequenas lesões, normalmente não jogaria. Perdemos o Gyökeres durante um mês e ele sacrificou-se. Jogava 20/30 minutos lesionado. Jogadores a quererem queimar etapas de recuperação, como o Nuno Santos que está a “matar-se” porque tem o sonho de ir à final da Taça, mas não vai dar, o Pote está a tentar fazer uma pré-época em duas semanas. Tenho de realçar, perante todas estas adversidades, esta cultura desportiva que temos. Um dia a lamentar-nos é um dia perdido na vida. Neste clube reage-se à adversidade a lutar e estes jogadores têm lutado de uma maneira que eu não consigo arranjar paralelo.»

O presidente do Sporting também elogiou o trabalho que Rui Borges tem feito à frente da equipa, contudo, não confirmou a continuidade do técnico em 2025/26.

«Temos um treinador e sabemos qual é a sua ideia de jogo e, inteligentemente, adapta-se. Tivemos de jogar com Eduardo Felicíssimo, José Silva, Alexandre Brito, Cauê, Lucas Anjos... O Sporting já jogou com 37 jogadores, estou no futebol desde 2007 e não tenho memória de algo assim.  O Sporting de há poucas décadas para cá, nestes momentos, caía, mas este Sporting não só não cai como se agarra lá na frente», vincou.

«Milagre ser campeão? Não. A segunda palavra é para os adeptos do Sporting. Os nossos jogadores vão ter de continuar a jogar lesionados e acreditem que pesa muito ter uma multidão atrás, seja nas ruas, nos autocarros, nas chegadas aos estádios, em campos adversários... Vocês nem imaginam a energia que isso dá aos nossos jogadores. Bicampeonato será ainda mais especial por isso? Aos nossos adeptos, sigam-nos, ajudem, empurrem-nos, lutem com eles. Eles lutam como campeões nacionais. Pode garantir que Rui Borges continua na próxima época? Só peço aos nosso adeptos para darem tudo o que têm porque estes jogadores vão dar tudo o que têm até ao fim», concluiu.

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