Varandas explica Jota Silva: «Recebemos a documentação às 23h45...»

3 set, 22:23

Presidente do Sporting diz que só já dentro da última hora do mercado foram reativadas negociações pelo extremo do Nottingham Forest. Rui Borges? Nem ele queria o jogador em definitivo, garante Varandas

Em declarações aos jornalistas antes da Supertaça de futsal entre o Sporting e o Benfica, Frederico Varandas explicou o que aconteceu com a contratação falhada de Jota Silva em cima do fecho do mercado. O dirigente dos leões garantiu que tudo foi feito em contrarrelógio e que tecnicamente era impossível que tudo fosse feito de forma mais ágil:

O que se passou com Jota Silva? [Varandas começa a resposta com uma bicada aos rivais]

«Há uma coisa que eu tenho de reconhecer desde que aqui chegámos em 2018. Nunca conseguimos ser o campeão do mercado! Nem em número de investimento, nem em número de jogadores, nem em número de jatos particulares, em número de aeroporto e até em contratação contratações secretas. Nunca conseguimos, tenho de reconhecer isso. Temos sido mais fortes a conquistar campeonatos. Essa tem sido a nossa força.»

Sobre a contratação falhada de Jota Silva nos últimos minutos do mercado de verão

«Foi identificado pelo nosso treinador, que queria trazer o jogador com o intuito de trazer maior profundidade ao plantel. Esse pedido foi validado pela estrutura do Sporting, que estava de acordo com o nosso treinador. E decidimos que era um dos alvos deste mercado de transferências. Repito: para trazer profundidade ao nosso plantel. (...) Tanto nós como o treinador tínhamos o objetivo de trazer o Jota no intuito de empréstimo. Esteve inegociável durante praticamente todo o mercado. Era-nos pedido um valor de 15 milhões de euros a que nós, administração e treinador, dissemos 'não, nem pensar'!»

«No penúltimo dia de mercado, o Nottingham recebeu uma proposta do Botafogo de 19 milhões de euros pelo Jota. Informámos o nosso treinador, que esteve sempre a par do processo, que não havia nada a fazer. Aconteceu que o Jota recusou essas propostas e já perto da meia-noite, por volta das 23h20 do último dia de mercado, finalmente o Nottingham aceitou fazer um empréstimo mais ou menos nos nosso moldes, mas não nos nossos valores. O Sporting cedeu - estamos a falar de uma coisas de 3/4 minutos, porque não havia tempo - e aceitou uma proposta de empréstimo de 4,5 milhões, mais o salário de 2,5 milhões de euros: o empréstimo do jogador seria 7 milhões de euros.»

«O que é que aconteceu? Recebemos a documentação do Nottingham Forest, já depois deste acordo, às 23h45. Tecnicamente, é praticamente impossível receber a documentação, preencher os impressos, assinar os contratos, digitalizar e pôr na plataforma [a tempo]. Aliás, quando recebemos a documentação, as pessoas, experientes do nosso departamento jurídico disseram: 'Isto não vai ser possível.' 'Ok, vamos tentar!' (...) Fez-se tudo isto em 16 minutos, tempo que nunca pensei ser possível! E tenho de dar aqui um agradecimento ao departamento jurídico. nunca pensei! (...) Era tecnicamente impossível. Tentámos, não conseguimos o Jota Silva.»

Nega a tese de que houve um boicote do Sporting ao desejo de Rui Borges?

«Não houve boicote! O treinador nunca quis o Jota Silva nas condições em que ele nos foi oferecido até às 23h25. Não vale a pena criar novelas onde não há!»

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