Borges: «É fácil ler o FC Porto, não fugiu daquilo que esperávamos»
Rui Borges: «Grandes mais fortes? Todas as equipas têm mais soluções»
«No momento em que estamos melhor, cinco minutos saíram-nos caros»
Rui Borges: «Quenda no banco? É esperar pelas oportunidades do treinador»
«Palavras de Farioli antes do clássico? É normal, ia defrontar o bicampeão...»
Treinador do Sporting lamenta falta de eficácia e perda de controlo do jogo durante cinco minutos, na segunda parte
Rui Borges analisou, em conferência de imprensa, a derrota do Sporting diante do FC Porto neste sábado, por 2-1, no primeiro Clássico do campeonato. O técnico deu os parabéns ao adversário mas também disse que o oponente «era fácil de ler», apesar de ter perdido.
Análise tática
«Acima de tudo, foi um jogo repartido. Bem jogado e intenso. Entrámos bem na primeira parte, mas o FC Porto tem um bom lance no pontapé de saída. Foram fortes nos duelos e tiveram essa oportunidade. Com o passar do tempo, o jogo ficou repartido. Na segunda parte entrámos bem e, nosso melhor momento, os erros saíram-nos caros. As primeiras abordagens do FC Porto à nossa baliza foram golo. Nada previa essas situações. Perdemos o controlo em cinco minutos. No primeiro golo podíamos ter feito melhor, no segundo foi mérito do adversário, nada a fazer. O futebol é isto, não fomos felizes na finalização. Começámos a perder a calma e a bater bolas. Foi só um jogo, não fomos capazes e parabéns ao adversário.»
Pouca ligação entre setores
«Nós não fugimos à nossa ideia de jogo, mas é preciso perceber o que aconteceu no encontro.»
Abordagem do FC Porto
«É facil ler o FC Porto. Jogam muito homem a homem na pressão, muito nos duelos. Mas são fortes nessas dinâmicas. Não fugiu daquilo que estávamos à espera. Nuns momentos quisemos ligar por dentro, noutros por fora. Isso faz parte da leitura do jogo. Quisemos buscar o Luis Suárez, procurar o espaço e a profundidade. A equipa percebeu em que momentos tinha de bater longo. Fiquei feliz por aquilo que a equipa foi capaz de fazer.»
Campeonato
«Penso que as equipas grandes reforçaram-se com mais qualidade. Estão mais capazes. Têm mais soluções, são capazes de dar melhor resposta. É capaz que as equipas grandes estejam mais fortes, com mais soluções, mas Famalicão, Gil Vicente ou Moreirense também estão a ter um grande início de época. O campeonato vai ser mais equilibrado.»
