Vice-presidente André Bernardo detalhou visão, identidade e estratégia para o futuro do recinto leonino
O Sporting quer transformar o Estádio José Alvalade muito mais do que um simples palco de futebol. A ideia foi reforçada esta quarta-feira por André Bernardo, vice-presidente do clube e administrador da SAD, numa intervenção em Madrid durante uma cimeira internacional dedicada a instalações desportivas.
Segundo o dirigente, a renovação do recinto, inaugurado em 2003 e atualmente em profunda remodelação, assenta em três pilares: transformação, identidade e comunidade.
«Temos um estádio de que os adeptos gostavam muito, mas não sentiam que tivesse a identidade do clube pela forma como foi feito e desenhado», começou por explicar André Bernardo.
«Quisemos caminhar para a identidade que os adeptos sentem pelo Sporting. O estádio tem de ser uma plataforma onde se cruza o entretenimento, o bem-estar e o lifestyle», acrescentou.
A ambição do Sporting passa por alargar o papel do estádio, deixando de ser apenas um espaço de eventos desportivos para se transformar num polo permanente de ligação aos adeptos.
«Queremos que Alvalade seja um eixo de entretenimento e estilo de vida. As pessoas devem sentir uma conexão sempre que vão ao estádio, jogue-se ou não futebol», disse.
A transformação insere-se no plano estratégico 2024-2034 do clube. Um dos passos mais visíveis foi o fecho do fosso, uma obra desejada há muitos anos pelos adeptos e concluída antes do primeiro jogo do Sporting como anfitrião em 2025/26.
«Foi praticamente impossível fechar o fosso em dois meses, mas a equipa conseguiu. Era algo que os adeptos queriam desde o início. A mudança de cultura foi chave», sublinhou o dirigente.
Em outubro, o Sporting avançou com uma emissão obrigacionista de 225 milhões de euros, através da sociedade Sporting Entertainment, precisamente para financiar várias obras estruturais, com Alvalade a assumir papel central. Para André Bernardo, o estádio renovado também será determinante no modelo económico da SAD.
«Alvalade é um ativo vivo. Ajuda na interação com a comunidade, mas também na estratégia: quanto maior capacidade de ingressos e exploração operacional, mais eficientes seremos na gestão do plantel», referiu.
Com capacidade para 52 mil adeptos, o Estádio José Alvalade já recebeu jogos do Euro 2004, a final da Taça UEFA em 2005 e recentemente a final da Liga dos Campeões feminina 2024/25. O recinto está ainda indicado como um dos três estádios portugueses na candidatura conjunta de Portugal, Espanha e Marrocos ao Mundial 2030.
