Declarações de António Isento, presidente do FC Despertar
Nuno Mendes é o nome do momento em Portugal. Considerado o melhor jogador da fase final da Liga das Nações conquistada pela Seleção Nacional, o jovem lateral de 22 anos vive o melhor momento da carreira.
Apesar da tenra idade, já cumpriu a quarta temporada ao serviço do PSG após uma temporada de afirmação no Sporting em 2020/21, conquistando o campeonato pelos leões. Cumpriu quase a toda a formação em Alcochete, mas não foi o Sporting que o descobriu.
Foi no FC Despertar, de Casal de Cambra, em Sintra, que Nuno Mendes iniciou a sua jornada no futebol federado. Pedro Botelho, seu professor de educação física, era também treinador nas camadas jovens do clube, levando-o para os treinos.
Esteve poucos meses no clube, em 2011, saindo para o Sporting. Porém, António Isento, presidente do FC Despertar, apontou críticas às direções anteriores a Frederico Varandas numa entrevista ao Jornal Desportivo, de Sintra.
«Segundo o contrato que foi feito, o clube deveria ter recebido 25 mil euros, mais uma verba por ter jogado na equipa principal do Sporting. Nada disso foi feito, pois o contrato nunca veio devolvido pelo Sporting. O Despertar, de boa-fé, passou a carta de dispensa para o jogador poder ser inscrito. Mais tarde, através de um amigo pessoal, é que consegui chegar à atual direção do Sporting», começou por recordar.
«Conseguimos um acordo pois o Dr. Frederico Varandas, apesar de saber que já não era obrigado a pagar nada, porque o prazo de reclamação tinha expirado há muito, aceitou pagar 13 mil euros em 13 prestações, as quais pagou religiosamente. Num clube de formação como o nosso, qualquer euro é essencial, quanto mais uma verba daquelas que ficou por pagar por má-fé de quem dirigia o Sporting na altura», atira Isento.
«Apesar do Nuno Mendes já ter rendido milhões, o clube que o trouxe para o futebol, e onde ainda esteve um ano e nada pagou, apenas recebeu 13 mil e por boa vontade do Dr. Frederico Varandas e da sua direção», resume o dirigente.
Nuno Mendes rendeu ao Sporting 38 milhões de euros, mais sete de taxa de empréstimo (foi cedido com cláusula de compra obrigatória).
