Trincão, um caso de talento puro
Figura: Trincão
Fez o que mais ninguém parecia conseguir: o golo. Aliás, os golos. Marcou duas vezes, ele que, como quase toda a gente, exagerou naquela tendência de jogar pelo centro, mas quando foi preciso, fez o mais importante: primeiro num remate de fora da área, depois numa finalização em jeito, ambos em direção ao ângulo. Em vários detalhes, é um caso de talento.
Positivo: João Virgínia
Nada fazia prever que se tornasse um dos melhores em campo. Mas a verdade é que Virgínia o foi: o que é acima de tudo um sinal de que, quando for necessário, podem contar com ele. Parou uma bomba de Satpaev e uma finalização em jeito de penálti de Jorginho. Mais tarde ainda voltou a dizer que não ao mesmo Jorginho. Tudo isto quando a vitória estava tremida.
Momento: Quenda imparável
Jogava-se o minuto 68 quando Geovany Quenda fez magia: recebeu a bola de Fresneda, arrancou da esquerda, passou por toda a gente e marcou. Que momento! Levantou Alvalade, tirou a camisola e recebeu um amarelo. Para além disso, mostrou que consegue ter íman no pé esquerdo, que usou para uma série de jogadas de autor. Um craque, sem dúvida.
OUTROS DESTAQUES:
Suárez
Não marcou e a tendência é dizer que teve um jogo infeliz. E de facto teve um jogo infeliz, o que está longe de significar que foi um mau jogo: acertou duas vezes nos ferros e, com mais de sorte, tudo tinha sido diferente. Ele que ainda sofreu o penálti que Hjulmand desperdiçou.
Jorginho
O mais perigoso da equipa do Kairat: ou pelo menos, o mais rematador. Desperdiçou uma grande ocasião para marcar, com o resultado ainda em 1-0, mas para além disso mostrou capacidade de tiro. É certo que o golo de honra, tão festejado, não foi dele, mas procurou-o insistentemente.
Kalmurza
Merece uma palavra. Fez a estreia na Liga dos Campeões, aos 18 anos, atirado assim de repente aos leões (literalmente). É verdade que não esteve bem no primeiro golo de Trincão, nem em algumas bolas altas, mas parou uma mão cheia de golas e ainda defendeu um penálti.