Treinador do Sporting admitiu que existe nervosismo - que se vai intensificar até à hora do jogo. Depois logo se vê
Quando no início da época trocou Moreira de Cónegos por Guimarães, dificilmente Rui Borges pensaria estar no final de 2024/25 sentado a 16 de maio a falar sobre a perspetiva de ser campeão dentro de algumas horas.
Mas Diogo Dalot falhou um golo feito contra o West Ham, a vida dá muitas voltas e lá foi Ruben Amorim - que pelo andar do início do campeonato a esta hora já tinha feito outro mic drop - para o Manchester United.
E é por isso que neste mesmo 16 de maio Rui Borges está com “o coração um bocadinho ansioso”. Não pelo jogo, mas para que chegue o jogo contra aquela que foi a equipa que o agora treinador do Sporting treinou no início da época, o Vitória de Guimarães.
“Estaria a mentir se dissesse que não”, confessou o treinador, que conta com o apoio dos adeptos para fazer de Alvalade uma fortaleza e garantir um bicampeonato que foge ao Sporting há 70 anos.
Olhando para trás, Rui Borges - que voltou a admitir que acredita muito em Nossa Senhora de Fátima - lembrou que falou “muito e bem” de toda a estrutura do Vitória, referindo-se a jogadores e a equipa técnica. Recusa, por isso, que exista polémica nas suas palavras sobre os jogadores que limparam os amarelos para agora jogarem com o Sporting.
“Devo-lhes muito. Jamais porei em causa o profissionalismo, seja do Vitória, seja de outros jogadores”, reiterou, dizendo que serão os jogadores a responder no campo, já que o resto é ruído.
Sobre o jogo, o tal que o deixa com o coração mais acelerado, lembrou que se trata de um adversário que conhece muito bem, estando preparado para naturais dificuldades que vão ser criadas por uma equipa que ainda procura garantir a Liga Europa.
Mais concretamente sobre o jogo, Rui Borges garantiu que Hidemasa Morita está a 100% e que Viktor Gyökeres é mais um nome entre tantos. E é por isso que o sueco está mais focado na conquista do título do que na vitória na Bota de Ouro, atualmente disputada com Mohammed Salah e Kylian Mbappé.
Já sobre a ausência de Morten Hjulmand, o treinador do Sporting admite que “tem peso” que o capitão não esteja em campo, mas vê em outros jogadores capacidade para dar resposta. Que outros jogadores? É esperar, já que isso não foi desvendado, ainda que pareça difícil fazer algo diferente de uma dupla com Zeno Debast e Hidemasa Morita.
Questionado em relação à estratégia e a como pode reagir ao evoluir do jogo, Rui Borges foi taxativo: “Quero é ganhar”. Agora, como chega lá é quase indiferente, pelo que nem é preciso estatísticas.
E é por isso que, num cenário em que seja preciso ser mais defensivo perto do fim, o treinador do Sporting é mais ou menos claro em admitir que sim, que descerá o bloco se for preciso.