Rui Borges referi9u que a queda não foi um problema individual e garantiu que a equipa não estava resignada com o empate
Rui Borges, em declarações nlo final do dérbi no Estádio da Luz, considerando que o Sporting não estava resignado com o empate e que Trincão não estava pior do que outros colegas.
Porque não tirou o Trincão ao intervalo?
«Porque não ia tirar um jogador por causa de uma pancada. Não, acho que não foi por aí. Estava em quebra? Mas não posso mexer em todos e acho que foi uma coisa mais coletiva, não foi só o Trincão. Começámos a falhar mais passes no jogo interior, os dois médios também não estavam com a mesma energia e isso apresentou a fatura naquilo que é a nossa qualidade técnica. Tentámos mexer de alguma forma em jogadores que tínhamos de mexer, mas mesmo assim não fomos capazes de voltar a ser aquilo que tínhamos sido na primeira parte.»
Sporting resignou-se com o empate?
«Não, acho que não. Acho que não estávamos claramente resignados com o empate. Longe disso. Não estávamos era a ser capazes, de forma coletiva. Não sei, tenho de falar também com o grupo, perceber o que é que eles sentiram, o porquê da nossa quebra de energia, porque foi uma coisa muito coletiva. O Pote era natural que ali aos 60 minutos fosse cair, nós sabíamos disso. O Morita tinha amarelo e depois, com o cansaço, acabou por perder alguns movimentos ofensivos do lateral. Tentámos refrescar, metemos dois miúdos com muita irreverência, com muita energia, só que logo naquele primeiro momento também não entraram muito bem e ficaram com alguma ansiedade. Acho que foi muito por aí. Sabíamos que o Benfica ia ser mais agressivo e fomos perdendo alguns duelos.»
O que falhou na segunda parte
«Caímos sobretudo em termos táticos, falhámos ali um ou outro momento de pressão que tínhamos claramente identificados na saída do Benfica, que na segunda parte começou a meter o Barreiro a descer para criar a três à esquerda, algo que fazem muito e que é algo que nós tínhamos claramente identificado. Faltaram-nos melhores leituras para fazermos essa pressão a três, de forma a que o Benfica não criasse grande perigo. É algo que temos que ver, o que é que poderíamos ter feito de melhor forma.»