Arouca-Sporting, 1-2 (crónica)

Simão Duarte , Estádio Municipal de Arouca
24 jan, 20:16

Outra vez Suárez: colombiano evita males maiores para o Sporting

No rigoroso frio de terras de Santa Mafalda, o Sporting vinha embalado pelo triunfo frente ao PSG, a meio da semana. Depois de estar a vencer no primeiro tempo, na segunda parte o Arouca conseguiu fazer o que o PSG desejava: travar o Sporting. O encontro começou por ser dominado pelos leões, mas os lobos conseguiram, no arranque do segundo tempo, fazer o golo do empate e segurá-lo até perto do final, altura em que Luis Suárez, o único atacante capaz de quebrar a muralha defensiva adversária, fez o golo da vitória.

Em relação à última jornada do campeonato, Vasco Seabra fez render Bas Kuipers por Fontán. Já Rui Borges, em relação ao triunfo na receção ao PSG, devolveu Morita e Ricardo Mangas ao banco de suplentes, recuou Maxi Araújo para a defesa e apostou em Hjulmand e Luís Guilherme de início.

Só Luis Suárez tinha as chaves para abrir a defesa arouquense

Desde bem cedo que as intenções das duas equipas foram claras: os lobos de Arouca foram-se organizando de forma a resistirem ao poderio adversário, vestindo o “fato de macaco” durante quase todo o primeiro tempo num 5x2x3 ou 5x3x2, com Trezza a baixar para lateral e Esgaio a fechar como terceiro central.

Já os Leões de Rui Borges, sempre ao ataque, colocaram os extremos no espaço entre lateral e central, dando liberdade aos alas para subirem junto à linha. Foi precisamente pelos alas, abertos e a fugirem dos laterais e extremos, que o Sporting começou a encontrar formas de abrir a muralha defensiva e sempre pelo mesmo homem: Luis Suárez. Ameaçou ao minuto 21, mas, depois de tirar Arruabarrena do caminho, não teve ângulo para marcar.

Um cenário que não se repetiu aos 35m, quando este trabalhou bem e aproveitou o mar de gente à sua frente para atirar a contar. Nota ainda, nesse mesmo lance, para o grande passe (em distância e qualidade) de Hjulmand, que esticou jogo para Maxi Araújo, aberto na faixa esquerda, o que vai ao encontro da dinâmica acima relatada.

Ao intervalo, o resultado ajustava-se, já que o Sporting foi dominante. Os arouquenses souberam defender-se muito bem, mas não passaram disso. Não conseguiram sair a jogar e, das poucas que o fizeram, não conseguiram criar qualquer perigo.

A chuva é boa para adormecer, mas o pesadelo fez leão despertar

Quem é que não aprecia uma boa noite de chuva, neste inverno, para melhor adormecer? Esta situação também foi partilhada pela equipa do Sporting, que entrou na segunda parte, como vem sendo hábito, a dormir.

Os arouquenses, depois de tanto resistirem a defender, entraram no segundo tempo a atacarem e colheram frutos imediatos: descaindo para a direita, Fukui teve tempo e espaço para bailar, entrar na área e cruzar para o segundo poste, onde Fontán amorteceu para Barbero atirar a contar. O avançado, que não marcou em toda a primeira volta, marcou dois golos nos primeiros dois encontros da segunda volta.

Após o golo, os arouquenses conseguiram voltar a somar aproximações à área adversária, com destaque para o lance onde Djouahra se isolou e atirou para boa defesa de Rui Silva. Mas foi o Sporting que assumiu o protagonismo e procurou de tudo para furar a defensiva arouquense.

Ao cair do pano, quando já tudo apontava para o empate, o inevitável Luís Suarez fez o golo da vitória, para enorme festa dos milhares dos adeptos que compareceram em Arouca.

Assim, o Sporting atingiu os 48 pontos, antes da visita a Bilbao e da receção ao Nacional. O Arouca continua no 15.º lugar com 17 pontos, dois de vantagem sobre os lugares de despromoção.

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