SAD dos verde e brancos com piores resultados face ao período homólogo, mas subida dos capitais próprios e maior influência dos resultados sem transações de jogadores
A SAD do Sporting terminou o primeiro semestre do exercício de 2024/25 com lucro de pouco mais de 15 milhões de euros (15,005 ME) segundo a comunicação desta sexta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), relativa ao período entre 1 de julho de 2024 e 31 de dezembro de 2024.
Os lucros da SAD leonina desceram cerca de 74 por cento (74,24%) em relação ao período homólogo, no qual se tinha registado o melhor resultado líquido de sempre, de 58,258 milhões de euros (ME).
No entanto, a grande diferença está nas receitas com vendas de jogadores. Na época passada, o Sporting faturou 122 milhões de euros com transações, enquanto no primeiro semestre desta tempoada faturou 33 milhões. Perante isto, o balanço de mercado (vendas vs compras de passes) foi positivo agora em 7 milhões, enquanto no período homólogo da época anterior tinha sido positivo em 66 milhões.
Os resultados não incluindo transações, de resto, até subiram esta época em comparação com a temporada anterior, mas não o suficiente para anular a grande diferença, de um ano para o outro, na rubrica transações de jogadores.
Assim sendo, o resultado operacional neste semestre foi de 24,333 milhões de euros, fruto dos resultados sem transações (de 16,670 ME) e de 7,663 ME em resultados das transações do plantel.
A estes 24,3 milhões de euros de resultados operacionais é necessário, porém, acrescentar os resultados associados à atualização financeira, que esta época foram negativos em 9,3 milhões de euros, o que resulta no tal lucro de 15,005 milhões.
Curiosamente, no primeiro semestre da época passada os resultados associados à atualização financeira tinham sido positivos em 6,7 milhões, em consequência da reestruturação financeira realizada pela administração de Frederico Varandas.
O volume de negócios neste período foi de 128 milhões, um valor que também é inferior ao período homólogo (178,1 ME no primeiro semestre de 2023/24). Mais uma vez, esta diferença explica-se com a diminição da rubrica de receitas com transações.
O volume de negocios do primeiro semestre desta temporada é constituído, segundo a SAD, «em grande parte (74%) pelas receitas operacionais excluindo transações de jogadores, que totalizaram um valor de 94,5 ME e crescem 71 por cento face ao período homólogo». No primeiro semestre de 2023/24, o valor de receitas sem transações de jogadores foi de 55,4 ME.
A administração do Sporting destaca o «peso» dessas receitas sem transações de jogadores nesta primeira metade do exercício de 2024/25, no qual houve «um volume de vendas significativamente menor» face à «preservação dos principais ativos».
Neste primeiro semestre, a SAD dos leões conseguiu ainda, na venda da Gamebox, um «valor recorde de oito milhões de euros (registado no semestre quatro milhões de euros) e, no merchandising, «um novo máximo de vendas que ultrapassou os 9,8 milhões de euros».
Ativo sobem, passivo também... mas capitais próprios aumentam
Os capitais próprios da SAD (diferença entre o ativo e o passivo) subiram em 15,006 ME, de 20,979 no final do exercício de 2023/24 (30 de junho de 2024) para 35,985 ME. Este crescimento acontece, mesmo apesar da subida no passivo, suplantada pelo crescimento do total do ativo.
O ativo total subiu, neste semestre, em 46,428 ME (de 374,4 ME para 420,828 ME), enquanto o passivo total subiu em 31,422 ME (de 353,421 ME para 384,843 ME).