Até sem duas peças e com um parafuso bambo o carrossel do Sporting funciona a todo o gás

13 dez 2025, 22:27
Sporting-AVS (FOTO: Miguel A. Lopes/LUSA)

ANÁLISE || O "Tiki Tasca" desapareceu na primeira parte da Luz, mas voltou a todo o gás este sábado. Arraso dos leões que só não foi maior por alguma ineficácia

Não havia Pedro Gonçalves e isso era sabido à partida, mas certamente que todos os sportinguistas terão ficado surpreendidos por ver o capitão Morten Hjulmand no banco este sábado.

Só que o Sporting tratou de rapidamente sossegar os adeptos. É verdade que o adversário não era o mais forte - provavelmente até é o mais fraco de toda a Liga -, mas a primeira parte de leão, sobretudo a partir da meia hora, mostrou que não há peças que faltem que possam colocar em causa a rotação deste carrossel.

E se para o lugar de Pote a subida de Maxi Araújo resolveu com naturalidade a questão, a entrada de Giorgi Kochorashvili mostrou que ter Morten Hjulmand é toda uma diferença, é o parafuso que cola a equipa. Exemplo base é o lance aos 43 minutos, já com o Sporting a ganhar confortavelmente, em que o georgiano decidiu oferecer ao AVS uma oportunidade para descobrir que este jogo tinha duas balizas - não tinha chegado à área do Sporting até aí, pouco chegou depois disso, apenas com destaque para um lance ao minuto 80 que Rui Silva defendeu com relativa facilidade.

Mesmo que esse ataque tivesse dado outro resultado, o Sporting certamente não ia tremer. Antes disso já tinha deixado o jogo resolvido, com uma avalanche de futebol entre os 33 e os 38 minutos a resultar em três golos.

Luis Suárez primeiro, Maxi Araújo depois e Geny Catamo a fechar. Três bons golos que sossegaram toda a gente e atiraram os leões para mais uma noite para lá de tranquila. Mais uma noite de gala a verde e branco e de autêntico “Tiki Taska” a empurrar o Sporting para o regresso às vitórias, ficando à espera do que vão fazer os rivais FC Porto e Benfica.

Na entrada para a segunda parte, e cumprindo aquilo a que já nos vem habituando, o Sporting não tirou o pé do acelerador e ainda marcou mais três golos - Maxi Araújo, Luis Suárez e Geny Catamo bisaram -, continuando a atacar e a atacar e a atacar. A encantar e a jogar o bom futebol que só foi interrompido por uma espécie de apagão nos 65 minutos finais do jogo no Estádio da Luz.

O Sporting segue bem, sem Pote e sem Hjulmand, com este e com aquele, mostrando que é claramente um candidato que não vai deixar o FC Porto descansado na liderança.

Sporting

Mais Sporting