Ordem dos Advogados arquiva averiguação à Spinumviva por suspeitas de procuradoria ilícita

20 nov, 20:00
Luís Montenegro no Parlamento (Lusa/ Miguel A. Lopes)

Bastonário garante que não se verificaram "indícios suficientes" da prática do crime de procuradoria ilícita ou de contraordenação

A Ordem dos Advogados decidiu arquivar o processo de averiguações às suspeitas de procuradoria ilícita relacionadas com a Spinumviva, a empresa familiar de Luís Montenegro que esteve no centro da polémica que levou à demissão do anterior Executivo e precipitou Portugal para eleições antecipadas. 

Segundo uma nota enviada à CNN Portugal, o bastonário João Massano explica que, "após análise rigorosa dos factos apurados e da documentação constante dos autos, foi concluído que não se verificam indícios suficientes da prática do crime de procuradoria ilícita ou de contraordenação". 

Por esse motivo, continua o comunicado, "deliberou-se pelo arquivamento do processo, por inexistirem pressupostos legais que justifiquem o seu prosseguimento". "O Bastonário e o Conselho Geral da Ordem dos Advogados reafirmam o seu compromisso com a legalidade, a ética e o rigor na defesa dos interesses da advocacia e informam que esta decisão foi tomada em plena conformidade com as normas estatutárias e legais vigentes", assinala.

A averiguação foi aberta em março deste ano pela anterior bastonária por em causa estarem suspeitas de a Spinumviva, sendo uma sociedade comercial, ter praticado atos jurídicos que apenas poderiam ser exercidos por um advogado ou uma sociedade de advogados.

A decisão de arquivar este caso surgiu após deliberação unânime tomada em reunião do Conselho Regional do Porto, que foi realizada no dia 14 de novembro de 2025.


 

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