Capitão do Sp. Braga recordou transferência falhada para os encarnados
Declarações de Ricardo Horta em entrevista à Sport TV, nesta quinta-feira:
Ser campeão no Sp. Braga:
«Todos dentro desta casa sabemos o quão é difícil atingir esse objetivo. Ganhar uma liga onde estão três grandes clubes é bastante difícil. No entanto, acho que o clube está a caminhar para isso. Acho que cada vez estamos a encurtar mais essa distância, mas acho que é preciso ser feita uma época espetacular do Sp. Braga e uma época em que os três grandes não estejam tão bem para atingir esse objetivo. Mas acho que o clube está a caminhar para isso, acho que as condições estão a ser preparadas e acho que vai chegar o dia em que o Sp. Braga se vai tornar campeão nacional.»
Ambição pessoal de ser campeão:
«Eu gostava, tal como os meus colegas e o presidente. Eu acho que já se olha para o Sp. Braga como um candidato. Aliás, os nossos resultados recentes contra os três grandes têm dito isso. Já se falou muito no Sp. Braga ao início, entretanto não correu como nós esperaríamos e já se falava pouco da equipa. Nós tentamos fazer o nosso trabalho, trabalhar no silêncio e depois chegamos ao final e vemos o que podemos fazer.»
Cenário pós-carreira:
«Muitas vezes o jogador começa a ter o bichinho do treinador na minha idade mas ainda não senti isso. Gosto muito de jogar e quero continuar, não sei se me veria nessa função. Até acho que tenho mais características de diretor desportivo. Fica a dica [risos]. Acho que não vou ter paciência para ser treinador.»
Transferência falhada para o Benfica:
«Confesso que na altura foi um período difícil. Ser associado ao Benfica já envolve muita história, muita conversa, muita fotografia. Até me apanharam a sair de uma piscina no Algarve. Na altura acho que foi difícil, não só para mim como para a minha família, mas é um assunto que já foi. Acho que é daqueles assuntos que quanto menos se falar, melhor. E eu na altura disse que conseguia reagir bem a isso e acho que consegui reagir bem.»
Formação no Benfica:
«Passei oito anos na formação do Benfica e joguei na equipa abaixo durante três. O treinador sentia que eu não tinha espaço para jogar com os da minha idade. Na altura as opções eram outras. A formação do Benfica mudou e na altura um jogador pequenino, franzino, não tinha hipótese de jogar. Com 17 anos disseram que ia ser emprestado mas que me iam a acompanhar mas esse contacto nunca chegou. O meu percurso foi para o Vitória de Setúbal. Nunca desisti, o meu amor ao jogo ultrapassou todas estas barreiras.»
Época:
«Acho que foi uma época de altos e baixos e começou com a troca de treinador logo no início, que abala um bocadinho o plantel. Depois fomos construído uma boa base e acho que agora estamos no melhor momento da época. Faltou-nos consistência, se tivéssemos tido mais podíamos estar a lutar pelo melhor. Tivemos jogos bons e outros abaixo do que seria pedido.»
Relação com António Salvador:
«Há coisas que ele diz com as quais eu não concordo. Muitas vezes digo-lhe que há uma equipa do outro lado que também joga. Mas ele dá-nos todas as condições.»
