Sp. Braga fecha exercício 2024/25 com prejuízo de 11 milhões de euros

13 out 2025, 18:06
Estádio Municipal de Braga (Bruno José Ferreira)

Rendimentos dos arsenalistas caem, gastos sobem e contas fecham a vermelho

A SAD do Sp. Braga encerrou a época 2024/25 com um resultado líquido negativo de 10,985 milhões de euros, revertendo a tendência positiva dos últimos exercícios.

O número reflete uma quebra acentuada face aos 17,3 milhões de euros de lucro registados no ano anterior, num contexto em que as receitas diminuíram e os custos operacionais aumentaram.

Os rendimentos globais desceram para 69,7 milhões de euros, menos 23 por cento do que em 2023/24. A principal diferença esteve na ausência de participação na Liga dos Campeões, substituída pela presença na Liga Europa, o que se traduziu numa redução de receitas televisivas e de prémios de participação.

Os rendimentos operacionais (excluindo transações de passes) caíram 37 por cento, para 34,5 milhões de euros, enquanto os gastos operacionais subiram quatro por cento, atingindo 62 milhões de euros, incluindo remunerações, prémios de assinatura e produtividade, entre outros, com atletas, treinadores e staff que compõe as equipas da formação e séniores arsenalistas.

Dentro deste valor, as despesas com pessoal mantiveram-se elevadas, fixando-se em cerca de 39,5 milhões de euros, abrangendo toda a estrutura desportiva e administrativa da SAD.

Ativo histórico, passivo a crescer e autonomia financeira em queda

No balanço patrimonial, o ativo bracarense atingiu 169,8 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre para a sociedade. Este aumento deve-se sobretudo aos investimentos em infraestruturas, com destaque para a construção do Estádio Amélia Morais, inaugurado em fevereiro de 2025.

Em contrapartida, o passivo aumentou 14 por cento, para 100,8 milhões de euros, refletindo despesas com reforços no plantel principal — incluindo a compra definitiva dos direitos económicos de Ricardo Horta e as aquisições de Arrey Mbi e Roberto Fernandez —, bem como projetos estruturais da Cidade Desportiva.

Os capitais próprios recuaram para 69 milhões de euros, resultando numa autonomia financeira de 41 por cento, sete pontos percentuais abaixo do registado no exercício anterior, no qual registaram 48 por cento.

Apesar das dificuldades financeiras evidentes, o clube optou por não realizar vendas significativas antes do fecho do exercício, o que contribuiu para o resultado negativo.

As transferências de Roger Fernandes e Simon Banza, no valor conjunto superior a 40 milhões de euros, só aconteceram no mercado seguinte, não entrando nestas contas.

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