Treinador do Sp. Braga vincou que o 1-0 é um resultado perigoso para quem está pressionado para vencer e realçou a capacidade dos jovens da equipa minhota
Carlos Carvalhal, treinador do Sp. Braga, em declarações aos jornalistas após o jogo com o Sporting no Estádio José Alvalade:
[Empate é mérito do Sp. Braga ou demérito do Sporting?]
«Claramente mérito dos meus jogadores, que foram de uma abnegação e entrega muito grandes e acreditaram até ao fim. Fizemos muito para conseguir um ponto. Se é justo ou injusto, no futebol não há justiça.»
[Tem apostado muito na juventude e hoje a juventude apareceu, com resposta à altura. Boa mensagem para o futuro?]
«Eu não sou obrigado a nada [sobre apostar]. Eu faço-o por convicção. (...) Entendemos que as oportunidades devem ser dadas a quem faz por merecê-las. O Lukas Hornícek também teve um comportamento muito bom e realço também o Chissumba, um jovem de 19 anos que jogou de início. (...) Isto no fundo é dar sequência ao trabalho da nossa academia, que produz muito talento e temos de o aproveitar. Não faz sentido irmos contratar fora quando temos dentro de casa. Isso não faz sentido. (...) Só faz sentido assim, porque o Sp. Braga faz um grande investimento na formação. Já saíram muitos miúdos e vêm aí novas fornadas de miúdos com muita competência.»
[De quem é o erro no golo do Sporting?]
No golo há duas situações. O Lukas [Hornícek] poderia ter puxado mais um jogador para a barreira, mas isto é discutível. E o último jogador da barreira faz um movimento de rotação e nesse momento a bola passa à frente dele. Numa postura normal, a bola batia no pé, mas acontece.»
[Sente que o Sp. Braga foi superior na segunda parte no domínio territorial e também na circulação de bola?]
«Acho que sim. Há um fator muito importante nos jogos: o 1-0 é um resultado muito perigoso, principalmente para quem tem pressão e necessidade de vencer. É um resultado em que as equipas não se expõem muito para fazer o 2-0 porque têm receio de sofrer o 1-1 numa transição. Um resultado tangencial permite isto. (...) Era importante ficarmos dentro do jogo: com o resultado em aberto até aos últimos minutos. Falámos nisso antes do jogo e ao intervalo. Felizmente conseguimos entrar no jogo e conseguir o empate.»
[Sentiu receio no Sporting?]
«Eu acho que o Sporting pensou que tinha o jogo controlado. Apesar de estar sem bola, tinha o controlo do jogo do ponto de vista defensivo. Nós não ameaçámos muitas vezes na segunda parte, apesar de termos bola. Tivemos uma ou duas situações claríssimas, uma delas super-flagrante. Mas o Sporting tinha a sensação de que estava a controlar o jogo. Isso é perigoso para o Sporting e para todas as equipas.»
