Diamante negro de 555,55 quilates que se acredita ter vindo do espaço vai estar à venda

CNN , Isabelle Jani-Friend
27 jan, 19:00
Diamante negro

Um diamante negro de 555,55 quilates, de outro mundo, foi apresentado pela leiloeira Sotheby’s do Dubai.  

Acredita-se que a gema rara, apelidada pela Sotheby's de "O Enigma", tenha vindo do espaço sideral, criada a partir de um impacto de um meteorito ou de um asteroide "com diamantes" que tenham colidido com a Terra.

Um diamante negro facetado natural deste tamanho é uma “ocorrência extremamente rara”, segundo a Sotheby's, que espera que o preço de venda chegue aos 5 milhões de libras (6,8 milhões de dólares), quando for a leilão em fevereiro, em Londres, depois de estar em exposição no Dubai e em Los Angeles.

Os diamantes negros, também conhecidos como diamantes Carbonado, podem ter entre 2,6 a 3,8 mil milhões de anos, e têm vestígios de nitrogénio e de hidrogénio, elementos encontrados no espaço interestelar. Contêm também osbornite, um mineral presente em meteoritos.

Nikita Binani, especialista em joias da Sotheby's de Londres, diz que este diamante é um “verdadeiro fenómeno natural”.

“A sua venda representa uma oportunidade única de adquirir uma das mais raras e mais antigas, com milhares de milhões de anos, maravilhas cósmicas conhecidas pela humanidade”, disse ela, em comunicado de imprensa.

Acredita-se que o diamante negro venha do espaço interestelar.


A forma do diamante é inspirada no Hamsá – ou Mão de Fátima - o símbolo da palma da mão do Médio Oriente, um sinal de proteção que significa 5 em árabe. O tema do número 5 é comum em toda a gema, segundo a leiloeira. Além dos seus 555,55 quilates, a pedra também contém exatamente 55 facetas ou faces.

Os diamantes negros lapidados já foram vendidos a valores superiores a 10 mil libras (13 600 dólares) por quilate, disse a Sotheby's à CNN.

O diamante estará aberto a licitações online de 3 a 9 de fevereiro, e a leiloeira já disse que aceitará criptomoedas como pagamento.

Este passo segue a venda de um diamante de 101 quilates, apelidado de “The Key 10138”, que se tornou a joia mais cara alguma vez comprada com criptomoedas, quando foi vendida no ano passado, segundo afirma a Sotheby's.  

A pedra preciosa em forma de pera foi vendida pelo equivalente a 12,3 milhões de dólares, depois de a leiloeira anunciar que aceitava ofertas em Bitcoin e Ethereum, além das formas tradicionais de pagamento. A Sotheby's não divulgou qual das duas criptomoedas foi usada para fazer a compra.

Várias leiloeiras começaram a aceitar criptomoedas para artigos caros, entre os quais quadros e NFT – os tokens apoiados em blockchain cada vez mais usados ​​para transferir a propriedade de obras de arte digitais e outros artigos colecionáveis. 

O CEO da Sotheby's, Charles Stewart, disse à CNN em abril de 2021 que acreditava que os NFT e as criptomoedas estavam a abrir o mercado da arte.  

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