Leões têm quatro jogos em que são favoritos, mas os outros quatro já são muito mais complicados
É difícil de traçar uma lógica para o sorteio do Sporting na Liga dos Campeões, que tanto pode parecer mau, como bom. Tem dois autênticos tubarões, é verdade, mas nos potes abaixo teve, aqui e ali, alguma sorte, embora a calendarização do casa/fora levante dúvidas sobre o poder dos leões.
Num sorteio que ainda é relativamente confuso ao início, as equipas portuguesas partilham dois adversários italianos, mas também têm pela frente espanhóis e alemães que serão desafios complicados.
Mas aquela análise é mesmo à primeira vista. Assim de cabeça, vemos como altamente possível que o Benfica faça 12 pontos. Mas esse exercício para o Sporting é diferente, podendo redundar em várias hipóteses diferentes.
| Pote | 1 | 1 | 2 | 2 | 3 | 3 | 4 | 4 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Benfica | Chelsea (f) | Real Madrid (c) | Leverkusen (c) | Juventus (f) | Napoli (c) | Ajax (f) | Qarabağ (c) | Newcastle (f) |
| Sporting | PSG (c) | Bayern Munique (f) | Club Brugge (c) | Juventus (f) | Marselha (c) | Nápoles (f) | Kariat Almaty (c) | Athletic Bilbao (f) |
E agora vamos ao tal exercício:
SPORTING
Pote 1: Ao contrário do Benfica, o Sporting tem mesmo dois verdadeiros tubarões pelo caminho. Assim à partida, fica difícil imaginar os leões a fazerem algum ponto contra PSG ou Bayern de Munique.
Ainda assim, muitos terão dito o mesmo no ano passado em relação ao Manchester City, e o Sporting acabou a golear, numa das suas melhores noites europeias em anos.
Este duplo confronto é um daqueles casos em que tudo o que vier é bom. Um empate em casa contra o PSG nunca pode ser, à partida, negativo, e o mesmo é possível de dizer em relação à visita a Munique. Assim, não se exige ao Sporting que faça qualquer ponto, mas é perfeitamente possível sonhar com um ponto ou, no máximo, com três.
Pote 2: Indo direto ao assunto, o Sporting está obrigado a fazer três pontos com o Club Brugge. É melhor e tem o mostrar, ainda para mais jogando em Alvalade.
Quanto à visita a Turim, que o Benfica também terá de fazer, a história recente mostra que é mais do que um sonho pensar ganhar ao gigante italiano. O Benfica fê-lo no ano passado, por isso é perfeitamente possível pensar numa repetição este ano, o que também se aplica ao Sporting.
Tendo em conta aos adversários, o Sporting fica obrigado a fazer três pontos neste duplo confronto, mas pode perfeitamente pensar nos seis pontos, enquanto os quatro parecem verdadeiramente reais.
Pote 3: É um cenário um pouco semelhante ao do Pote 2. O Sporting tem de ganhar em casa ao Marselha e isso é ponto assente. Depois, em Nápoles, empatar será um resultado positivo.
Não é a mesma coisa jogar fora ou em casa, e com o Nápoles isso é ainda mais real. Nesse sentido, o Benfica, que partilha este adversário com o Sporting, teve um bocadinho mais de sorte.
Em todo o caso, este duplo confronto obriga o Sporting aos três pontos, sendo possível pensar nos seis, com os quatro como um intermédio completamente atingível.
Pote 4: E aqui não há volta a dar. O Sporting tem de fazer os seis pontos com os adversários do Pote 4. Tem em casa com o Kairat Almaty o jogo mais fácil, mas também deve pensar em superiorizar-se na visita ao Athletic Bilbao, que não está habituado a estas andanças.
Dependendo da fase em que os encontros se disputarem, até pode pensar noutra coisa, mas, à partida, os seis pontos exigem-se.
Feitas as contas, ao Sporting exige-se ou pede-se, pela responsabilidade e pela superioridade que tem ou não nos confrontos, que faça 12 pontos (três em cada vitória com Club Brugge, Marselha, Kairat Almaty e Athletic Bilbao).
Olhando para a edição do ano passado, que foi a primeira neste novo modelo, o Sporting passaria com esses 12 pontos, já que cinco equipas passaram com uma pontuação igual ou inferior. Foi precisamente o caso do Sporting, que fez 11 pontos.
