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Champions: Benfica com tarefa complicada mas com todas as condições para passar. As contas aqui

28 ago 2025, 18:21
Sorteio da fase de liga da Liga dos Campeões 2025/26 (MOHAMMED BADRA/EPA)

 

 

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Todos os cenários colocados em cima da mesa depois de um sorteio que é muito dúbio

Assim à primeira vista, medindo o poderio dos adversários, será mais ou menos fácil dizer que o Sporting teve mais sorte que o Benfica no sorteio da fase de liga da Liga dos Campeões.

Num sorteio que ainda é relativamente confuso ao início, as equipas portuguesas partilham dois adversários italianos, mas também têm pela frente espanhóis e alemães que serão desafios complicados.

Mas aquela análise é mesmo à primeira vista. Assim de cabeça, vemos como altamente possível que o Sporting faça 14 pontos. Mas esse exercício para o Benfica é mais difícil, podendo redundar em várias hipóteses diferentes.

Antes de mais, o sorteio é este que está espelhado abaixo:

Pote 1 1 2 2 3 3 4 4
Benfica Chelsea (f) Real Madrid (c) Leverkusen (c) Juventus (f) Napoli (c) Ajax (f) Qarabağ (c) Newcastle (f)
Sporting PSG (c) Bayern Munique (f) Club Brugge (c) Juventus (f)     Marselha (c) Nápoles (f) Kariat Almaty (c) Athletic Bilbao (f)

E agora vamos ao tal exercício.

Benfica

Pote 1: Não é descabido pensar que pode pontuar em Londres com o Chelsea e em casa com o Real Madrid. Os blues são ainda demasiado inconsistentes e, apesar de serem campeões do mundo, não são um autêntico tubarão. Quanto aos espanhóis, são o maior clube do mundo e o crónico favorito à conquista da competição, mas têm sempre um outro momento de percalço nas fases regulares da Liga dos Campeões. Quem diz que não pode um desses percalços acontecer na Luz?

Se pode facilmente fazer zero pontos nestes dois jogos, também não é propriamente uma impossibilidade conseguir dois ou até quatro pontos. Exigir, não se pode exigir nada neste ponto.

Pote 2: O Bayer Leverkusen de agora não é que foi campeão há duas épocas. Não é sequer o da temporada passada, que ainda contava com Xabi Alonso e já não foi propriamente brilhante. É uma equipa renovada, mas não necessariamente para melhor, que Erik ten Hag anda com o pé frio e até começou muito mal a época. Porque não dizer que o Benfica parte até como favorito para esse jogo? Três pontos exigíveis, já que joga em casa.

Quanto à Juventus, são vários os exemplos de sucesso português em Turim num passado recente. Nem sequer precisamos ir mais longe do que a época passada, já que o Benfica venceu por 2-0 em Itália. Esse encontro volta a repetir-se e a Juventus não está visivelmente melhor, pelo que se pode esperar o mesmo. Três pontos são possíveis, um ponto é, provavelmente, necessário.

Pote 3: Assim logo de cabeça, são possíveis os seis pontos. O Nápoles é uma das melhores equipas italianas da atualidade e é o campeão em título, mas ainda lhe falta dar o salto respetivo para a Europa, onde tarda em afirmar-se. Ainda para mais longe de casa, pode ser uma presa um pouco mais fácil, mas nunca fácil.

Quanto ao Ajax, vive uma ressaca de um campeonato falhado com o Francesco Farioli que agora encanta no Dragão. Uma ressaca de uma ressaca, na verdade, já que a equipa de Amesterdão anda bem longe dos seus melhores tempos, incluindo os recentes. Fosse noutros tempos e não seria assim, mas o Benfica tem todas as razões para pensar em vencer na capital neerlandesa.

Se não der para mais, exigem-se quatro pontos neste duplo confronto.

Pote 4: É uma ratoeira maior do que se pode pensar. Ganhar em casa ao Qarabag é por de mais obrigatório. É o jogo teoricamente mais fácil do Benfica, pelo que não pode deixar de dar três pontos.

Em Newcastle já é mais difícil de prever, já que os magpies voltaram a investir forte. Jogando em casa, e ainda com bastantes incógnitas, é um jogo total de tripla por esta altura. Se podemos pensar num Benfica a dominar e a vencer em Inglaterra, o empate ou até a derrota também são cenários possíveis. Três pontos possíveis, um ponto exigível e uma derrota evitável.

Feitas as contas, ao Benfica exige-se ou pede-se, pela responsabilidade e pela superioridade que tem ou não nos confrontos, que faça 12 pontos (três das vitórias com Bayer Leverkusen e Qarabag, dois dos minimamente pedidos empates em Turim e Newcastle e quatro do duplo confronto com Nápoles e Ajax).

Olhando para a edição do ano passado, que foi a primeira neste novo modelo, o Benfica passaria com esses 12 pontos, já que cinco equipas passaram com uma pontuação igual ou inferior. Foi o caso do Sporting, que fez 11 pontos.

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