Tracking poll, 2.ª volta, dia 5: Seguro e Ventura perdem terreno: voto por "protesto" ganha força

31 jan, 21:05

Praticamente metade dos inquiridos acredita que a união do país vai depender de quem ganhar. Mas os que antecipam maior divisão estão a ganhar força

Se as eleições presidenciais fossem hoje, António José Seguro seria eleito por larga margem, com 57,3% dos votos, bem à frente de André Ventura, com 27,2%. Contudo, as últimas horas trazem um amargo de boca para os dois candidatos.

A sondagem diária deste sábado da Pitagórica para a TVI e CNN Portugal, JN e TSF mostra uma descida de 0,5 pontos percentuais para António José Seguro e de 0,1 pontos percentuais para André Ventura face ao dia anterior.

Quem absorve estas descidas dos candidatos é, naturalmente, a faixa dos indecisos e dos votos brancos e nulos. Os indecisos são agora 8% (mais 0,5 p.p.) e os nulos fixam-se este sábado nos 7,5% (mais 0,1 p.p.)

A distribuição de indecisos nas últimas 24 horas mostra-se benéfica para Ventura, mesmo que Seguro continue a segurar a dianteira, com 67,8% do total, contra 32,2% do rival. Face à última edição da tracking poll, Seguro perde 0,5 pontos percentuais, Ventura ganha 0,1 pontos percentuais.

 

Convicção de vitória de Seguro mantém-se 

Apesar de uma ligeira queda nas intenções de voto em Seguro nos últimos dias, a convicção generalizada de que ele será o vencedor das eleições não se alterou. Noventa em cada 100 inquiridos acredita neste cenário. Para Ventura são seis em cada 100.

 

Voto de "protesto" ganha força

Quando questionados qual a palavra que melhor descreve o sentimento associado ao voto na segunda volta, a edição deste sábado da tracking poll mostra uma subida ligeira na votação por “estabilidade” e “protesto”, com mais 1 ponto percentual em ambas. O voto por "protesto" sobe para os 6%, atingindo o mesmo resultado do primeiro dia desta auscultação. Poderá ser reflexo dos efeitos da tempestade Kristin no centro do país, com a sensação de falta de resposta das autoridades.

Responsabilidade (41%) e Estabilidade (21%) são os dois motivos mais citados.

União depende de quem ganhar

Praticamente metade dos inquiridos acredita que a união do país vai depender de quem ganhar. No resultado deste sábado, são 49% aqueles que indicam esta opção, acima dos 48% do primeiro dia de escuta.

A convicção de maior união em Portugal no pós-eleições é partilhada por 23% dos inquiridos, abaixo dos 24% iniciais.

Contudo, a opção que ganha força é a da divisão: está nos 21%, quando no primeiro dia de auscultação estava nos 19%.

 

Ficha técnica

Durante 3 dias (28, 29 e 30 janeiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores).

O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1261 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 47,87%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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