Tracking Poll: PS e PSD taco a taco (mas um sobe e outro desce). Há um novo candidato a terceira força política e não é o BE nem a CDU

21 jan, 20:05
Rui Rio num almoço de campanha esta sexta-feira na Figueira da Foz. Foto: Tiago Petinga/Lusa

A distância entre António Costa e Rui Rio é cada vez menor, os socialistas têm vindo a perder terreno de dia para dia e Rui Rio vai marcando pontos.

É uma subida constante e consistente a que Rui Rio tem vindo a registar na sondagem diária da CNN/TVI. O presidente do PSD reúne agora 33,5% das intenções de voto, o valor mais alto desde o início, e está a apenas 1,1 pontos percentuais do secretário-geral do PS.

António Costa continua à frente, mas esta distância tem vindo a encurtar com o líder socialista a atingir novos mínimos de dia para dia. O PS tem mesmo a maior descida do dia, de 1,9 pontos percentuais. Reúne agora 34,6% das intenções de voto. Se tivermos em conta os intervalos de confiança desta sondagem, PS e PSD estão em empate técnico, o que significa que, apesar de os socialistas terem um valor mais alto, este inquérito não exclui a possibilidade de os sociais-democratas terem um resultado melhor no dia 30 de janeiro.

Com Costa e Rio mais perto um do outro, o que pode estar a influenciar os resultados? Duas pistas podem ajudar a analisar estes resultados: por um lado, o número de indecisos começou a descer ao mesmo tempo que Rui Rio começou a subir nas intenções de voto; por outro, também se inverteu a tendência entre os que queriam ver António Costa reeleito e os que pedem a sua substituição. Se no início desta tracking poll, eram mais os que preferiam manter o líder do PS no cargo, neste momento isso já não acontece.

A terceira força política

Para além do PSD, também a Iniciativa Liberal tem vindo a convencer cada vez mais eleitores e surge hoje pela primeira vez em empate com o Chega, nos 6,3%, depois de ontem ter ultrapassado o CDU e o Bloco.

Os partidos de Jerónimo de Sousa e Catarina Martins têm-se mantido próximos e têm vindo a perder votos nos últimos dias. A CDU já esteve à frente do Bloco, mas agora é o Bloco que está à frente, com 4,9% das preferências contra 4,5% da CDU.

PAN e Livre estão nos 1,6%, à frente do CDS que reúne 1,2% das intenções de voto.

Os indecisos

Pela primeira vez desde o início da sondagem a proporção de indecisos é inferir a 20%. São hoje 19,6%, sendo que este valor tem vindo a descer há três dias consecutivos. Uma descida de 1,5 pontos percentuais, a maior do dia.

Se somarmos a esta descida a queda em 1 ponto percentual de António Costa, ficamos com um valor ligeiramente superior ao da soma das subidas dos partidos de Rui Rio e de Francisco Rodrigues dos Santos, que juntos somam dois pontos percentuais em relação ao dia anterior.

António Costa deve ser substituído?

Se no início desta tracking poll, a opinião dividia-se entre os que queriam ver António Costa substituído e os que preferiam que ele fosse reeleito, com uma ligeira vantagem para os que preferiam a reeleição, nos últimos dias tem-se acentuado o descontentamento com o atual Primeiro-ministro. 

Neste momento, já são mais os que querem ver António Costa substituído do que os que preferem a reeleição. Esta quinta-feira, 50% dos inquiridos respondeu que Costa deve ser substituído e apenas 38% defenderam a sua permanência no cargo.

Sondagem diária

  PS PSD CDS-PP CDU BE
dia 13 38,9% 29,7% 1,7% 4,6% 6,2%
dia 14 38,8% 29,3% 1,3% 4,6% 6,8%
dia 15 39,6% 29,6% 0,9% 5,1% 6%
dia 16 40,1% 28,8% 0,6% 5,9% 5,9%
dia 17 39,8% 30,4% 1,3% 5,8% 4,5%
dia 18 38,7% 30,4% 1,1% 5,3% 5,1%
dia 19 36,5% 32,9% 1% 5% 5%
dia 20 34,6% 33,5% 1,2% 4,5% 4,9%

 

  PAN Livre Chega IL Outros
dia 13 2,1% 1,2% 6,9% 5,4% 3,3%
dia 14 1,9% 1,5% 7,8% 4,9% 3,2%
dia 15 1,7% 1,5% 8,1% 4,7% 3%
dia 16 1,5% 1,3% 8% 5% 2,9%
dia 17 1,7% 1,5% 7,5% 4,3% 3,2%
dia 18 1,7% 1,1% 7,2% 4,7% 4,7%
dia 19 1,9% 1,5% 6,3% 5,2% 4,8%
dia 20 1,6% 1,6% 6,3% 6,3% 5,3%

Ficha técnica

Durante 4 dias (17 a 20 de janeiro de 2022) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI e CNN Portugal uma sub-amostra de 152 entrevistas representativa do universo eleitoral português (não probabilístico) tendo por base os critérios de género, idade e região. O resultado do apuramento dos 4 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra de 608 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores identificados pelo relatório da ANACOM, sempre que necessário são selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários partidos. A percentagem de indecisos é de 19,6% que são distribuídos proporcionalmente. A taxa de resposta foi de 60,06% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa bem como todos os resultados foram disponibilizados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará oportunamente para consulta online.

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