Tracking Poll: PS e PSD em empate técnico, boas notícias para a IL, más para o Chega, BE e PCP

20 jan, 20:20
Rui Rio esteve esta quinta-feira em campanha no distrito de Vila Real. Foto: Tiago Petinga/Lusa

Estes são os primeiros dados que resultam de inquéritos realizados já com os partidos na estrada

A tendência dos últimos dias mantém-se e acentua-se: o partido de António Costa desce pelo terceiro dia consecutivo e tem a sua maior queda desta tracking poll, de 2,2 pontos percentuais. Está agora nos 36,5%, quando três dias antes estava no seu ponto mais alto (40,1%). Este é o valor mais baixo registado pelo PS desde o início da sondagem diária TVI/CNN.

Ao contrário, o partido de Rui Rio mantém a subida e conquista 2,5 pontos percentuais em relação ao dia anterior. Está agora nos 32,9%, o seu valor mais alto, quando três dias antes estava no seu ponto mais baixo (28,8%).

Se tivermos em conta os intervalos de confiança mínimos e máximos desta sondagem, PS e PSD estão pela primeira vez em empate técnico. O valor mínimo da amostra de votantes em António Costa é de 32,6% e o máximo da amostra de Rui Rio é de 36,7%. De acordo com estes números, não está excluída a hipótese de Rui Rio poder mesmo ultrapassar António Costa na votação de 30 de janeiro.

A sondagem diária da CNN/TVI conta com uma amostra de 608 indivíduos inquiridos ao longo de quatro dias de entrevistas. Os resultados de hoje são os primeiros que resultam de um grupo de entrevistas realizadas entre domingo e quarta-feira, já depois de os partidos começarem a campanha eleitoral. Foi no domingo que PS e PSD registaram os seus valores mais altos e mais baixos, respectivamente.

Chega a descer, Iniciativa Liberal a subir

Há outras tendências que os resultados do dia de hoje reforçam: a trajectória descendente do Chega que tem vindo a perder intenções de voto há quatro dias consecutivos. O partido já esteve nos 8,1% e está agora com 6,3% das intenções de voto. Ainda à frente de Bloco de Esquerda e CDU, mas mais a aproximar-se deles.

Estes dois partidos empatam pela segunda vez nesta sondagem diária, com 5% das preferências dos inquiridos, e são ultrapassados pela primeira vez pela Iniciativa Liberal, que tem vindo a subir há três dias.

PAN e Livre têm registado poucas variações nos últimos dias, ora subindo ora descendo umas décimas. Reúnem agora 1,9% e 1,5% das intenções de voto, respectivamente. O CDS está com 1% dos votos.

Os indecisos

Se olharmos para os resultados sem a distribuição proporcional dos indecisos, o dia de hoje regista uma queda de 1,6 pontos percentuais nos eleitores que ainda não decidiram em quem vão votar, embora eles ainda representem um quinto da amostra: 21,1%.

Sem esta distribuição, os valores registados pelo PS e pelo PSD são ainda mais próximos: o PS com 28,8% das intenções de voto e o PSD com 26%. Apenas 2,8 pontos percentuais separam os dois partidos. Mais uma vez, se tivermos em conta o intervalo de confiança desta sondagem diária, os dois partidos estão em empate técnico, admitindo-se também a hipótese de o PSD ultrapassar o PS.

Sondagem Diária

  PS PSD CDS-PP CDU BE
dia 13 38,9% 29,7% 1,7% 4,6% 6,2%
dia 14 38,8% 29,3% 1,3% 4,6% 6,8%
dia 15 39,6% 29,6% 0,9% 5,1% 6%
dia 16 40,1% 28,8% 0,6% 5,9% 5,9%
dia 17 39,8% 30,4% 1,3% 5,8% 4,5%
dia 18 38,7% 30,4% 1,1% 5,3% 5,1%
dia 19 36,5% 32,9% 1% 5% 5%

 

  PAN Livre Chega IL Outros
dia 13 2,1% 1,2% 6,9% 5,4% 3,3%
dia 14 1,9% 1,5% 7,8% 4,9% 3,2%
dia 15 1,7% 1,5% 8,1% 4,7% 3%
dia 16 1,5% 1,3% 8% 5% 2,9%
dia 17 1,7% 1,5% 7,5% 4,3% 3,2%
dia 18 1,7% 1,1% 7,2% 4,7% 4,7%
dia 19 1,9% 1,5% 6,3% 5,2% 4,8%

Ficha Técnica

Durante 4 dias (16 a 19 de janeiro de 2022) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI e CNN Portugal uma sub-amostra de 152 entrevistas representativa do universo eleitoral português (não probabilístico) tendo por base os critérios de género, idade e região. O resultado do apuramento dos 4 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra de 608 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores identificados pelo relatório da ANACOM, sempre que necessário são selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários partidos. A taxa de resposta foi de 60,06% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa bem como todos os resultados foram disponibilizados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará oportunamente para consulta online.

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