Sondagem TVI/CNN Portugal: mais de um mês após o anúncio dos €125, há menos portugueses a dar "bom" ou "muito bom" ao Governo de Costa

25 out, 20:33

 

 

Sondagem revela ainda que quanto mais baixa for a classe social, maior a taxa de aprovação de António Costa

Mesmo com os apoios de combate à inflação e os pagamentos extraordinários, como os 125 euros a cidadãos não pensionistas, há menos portugueses a fazer a melhor avaliação do Governo liderado por António Costa.

De acordo com a mais recente sondagem realizada pela Pitagórica para a TVI e CNN Portugal (cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 11 a 17 de outubro de 2022, mais de um mês após o anúncio dos €125), 15% dos portugueses consideram o desempenho do executivo "bom" ou "muito bom" - são menos quatro pontos percentuais que na última sondagem, divulgada em agosto

Deste grupo fazem parte sobretudo mulheres, com 55 ou mais anos, de classe social D, ou seja, uma parte da população mais pobre, e que residem no Norte ou em Lisboa. Tendencialmente, votam PS.

 

Avaliação do governo liderado por António Costa

A percentagem de portugueses que avaliam o desempenho como "mau" ou "muito mau" manteve-se: 42%. Quem domina este valor são sobretudo homens, com idades entre os 45 e os 54 anos, de classes mais altas e residente nas regiões Centro e Lisboa. Grande parte é eleitor do Chega e da Iniciativa Liberal. 

Olhando para o mesmo gráfico, a categoria que mais subiu nos últimos dois meses é aquela que considera "razoável" a prestação do Governo: passou de 37% para 41%, mais quatro pontos percentuais. 

Quanto mais baixa for a classe social, maior a aprovação

Se colocarmos a pergunta de outra forma - aprova ou desaprova a forma como o primeiro-ministro está a governar o país? -, quanto mais baixa for a classe social, maior a taxa de aprovação de António Costa. Ora vejamos:

Aprova ou desaprova a forma como o primeiro-ministro está a governar o país?

A forma como António Costa está a governar o país é aprovada por 40% - ainda assim, menos um ponto percentual do que em agosto - e não aprovada por 54% - uma subida de três pontos percentuais. Ou seja, mantém-se a tendência de descida da aprovação e a tendência de aumento da desaprovação.

Quem aprova a liderança é sobretudo do sexo feminino, de classe social C2 e D e residentes nas regiões Norte, Lisboa e arquipélagos da Madeira e dos Açores. Habitualmente, votam no PS. 

No sentido oposto, de quem mais desaprova, domina o sexo masculino, de classe social A/B e C1, e que mora na região Centro. Grande parte vota nos partidos mais à direita: PSD, Chega e Iniciativa Liberal. 

A economia portuguesa nos próximos 12 meses vai melhorar, manter-se ou piorar?

A esmagadora maioria dos portugueses inquiridos (81%) mantém-se pessimista quanto à evolução da economia portuguesa para o próximo ano, considerando que esta irá piorar. Trata-se de uma subida de seis pontos percentuais face à sondagem de agosto. 

Apenas 4% acreditam que ocorrerá uma melhoria. Ainda assim, este valor sofreu uma queda de dois pontos percentuais.

Entre os mais pessimistas destacam-se as mulheres, de classe social A/B, residentes nas ilhas e região Norte e, tendencialmente, votam no Chega ou na Iniciativa Liberal.

No grupo que partilha do 'otimismo irritante' de António Costa estão essencialmente eleitores do PS, com idades entre os 35 e os 44 anos, de classe social C2 e residentes no Centro e Grande Porto. 

Evolução da economia portuguesa

Ficha Técnica

Sondagem realizada pela Pitagórica para a TVI e CNN Portugal, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a atualidade nacional e internacional. O trabalho de campo decorreu entre os dias 11 a 17 de outubro de 2022, foram recolhidas 828 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/- 3,48% para um nível de confiança de 95,5%.

A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores Portugueses recenseados e foi devidamente estratificada por género, idade e região. A Taxa de resposta foi de 62,35% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.

A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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