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Sondagem: participação cívica continua limitada. Dois terços dos portugueses não integram associações

23 abr, 21:02
Plenário nacional da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública em frente à Assembleia da República (Lusa/ Tiago Petinga)

A maioria dos portugueses não participou, no último ano, em atividades de associações ou organizações, revelando níveis ainda reduzidos de envolvimento cívico. Segundo esta sondagem, entre os que participam, destacam-se as associações culturais e os partidos políticos

A participação dos portugueses em associações e organizações cívicas mantém-se relativamente baixa, com 66,4% a afirmarem que não estiveram envolvidos em qualquer atividade deste tipo no último ano.

Segundo os dados da sondagem “O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa”, apenas 33,6% dizem ter participado ou estado filiados em estruturas como associações culturais, religiosas, sindicatos ou partidos políticos.

Entre os que revelam algum nível de envolvimento, as associações de recreio ou culturais surgem como as mais representativas, concentrando 47,2% das respostas. Seguem-se os partidos políticos, com 27,5%, e os grupos ou associações religiosas, que reúnem 24,5%.

Os sindicatos aparecem também com algum peso, registando 19,5% de participação, enquanto as associações profissionais recolhem 16%. Já as comissões de trabalhadores apresentam uma expressão mais reduzida, com 5,9%.

Os dados evidenciam uma concentração da participação em áreas mais ligadas à cultura e à vida comunitária, enquanto o envolvimento em estruturas laborais ou representativas continua a ter menor expressão.

Apesar disso, através do inquérito da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, é possível perceber que a presença de mais de um quarto dos participantes em partidos políticos sugere que, entre os cidadãos mais ativos, existe um interesse relevante pela intervenção política, ainda que a maioria da população permaneça afastada destas dinâmicas.

Esta sondagem integra um conjunto mais alargado de perguntas do estudo “O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa”. Na quarta-feira, a CNN Portugal revelou os primeiros resultados, que mostram um país dividido quanto à forma como a democracia funciona atualmente. O inquérito indica que o número de portugueses satisfeitos é praticamente equivalente ao dos que fazem uma avaliação negativa. Ainda assim, a maioria considera que a democracia, apesar das imperfeições, continua a ser preferível a qualquer outro regime político ou forma de governo.

Ficha Técnica da Sondagem (ERC)

O 25 DE ABRIL E A DEMOCRACIA EM PORTUGAL

1. Entidade Promotora

Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril

2. Entidade Responsável pela Realização

Multidados – The Research Agency Empresa acreditada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)

3. Objetivo do Estudo

Avaliar as perceções dos portugueses sobre o 25 de Abril, o seu impacto histórico, a cultura democrática e as expectativas em relação ao futuro da democracia em Portugal.

4. Universo

População residente em Portugal, com 18 ou mais anos de idade, incluindo Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

5. Amostra

· Dimensão: 1600 indivíduos
· Tipo: amostra estratificada
· Método de seleção: aleatória, com base em quotas proporcionais à estrutura da população
· Variáveis de estratificação: região (NUTS II), sexo, idade e nível de escolaridade
· Fonte de referência: Censos 2021 (INE)

6. Distribuição da Amostra

A amostra foi distribuída de forma proporcional à população por região, sexo, grupos etários e níveis de instrução

7. Método de Recolha da Informação

Entrevistas telefónicas, através do sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing), realizadas para números de telefone fixo e móvel.

8. Seleção dos Inquiridos

Seleção aleatória de lares e indivíduos, com base em números de telefone fixo e móvel, proporcional à distribuição da população residente, segundo os Censos 2021.

9. Período de Recolha

Trabalho de campo realizado entre 20 de março e 12 de abril de 2026.

10. Taxa de Resposta

[Inserir, caso disponível — elemento recomendado pela ERC]

11. Margem de Erro

A margem de erro máxima associada a uma amostra de 1600 entrevistas é de ±2,6%, para um nível de confiança de 95% e assumindo a situação mais desfavorável (p=q=50%).

12. Controlo de Qualidade

· Verificação posterior (callback) de entrevistas realizadas
· Supervisão direta do trabalho de campo
· Validação interna dos dados recolhidos

13. Equipa Técnica | Coordenação científica e consultoria

O estudo contou com a colaboração de uma equipa de entrevistadores com formação adequada e supervisão técnica permanente.

Coordenação científica e consultoria:

· Mário Bacalhau
· António Costa Pinto
· António Belo
· Maria Inácia Rezola
· Thomas Bruneau

14. Tratamento e Apresentação dos Dados

Os resultados foram tratados estatisticamente e apresentados em valores absolutos e percentagens. Eventuais diferenças residuais resultam de arredondamentos.

15. Observações

A amostra foi ponderada de forma a assegurar a representatividade da população portuguesa nas variáveis consideradas.

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