Sondagem questiona eleitores portugueses quanto ao melhor candidato presidencial em seis cenários de crise. Seguro vence em todo os cenários, mas Ventura está mais próximo quanto a pressionar o sistema
1. Crise Spinumviva: Seguro melhor
Pensando na crise política que ocorreu no ano passado, envolvendo o primeiro-ministro Luís Montenegro e o caso Spinumviva, qual dos dois candidatos na segunda volta das eleições teria gerido melhor essa situação enquanto Presidente da República? A resposta é clara: para 67% (dois em cada três portugueses), António José Seguro teria gerido melhor essa crise política, enquanto para 19% (um em cada cinco portugueses) André Ventura lidaria melhor com o processo político.
Este é um dos seis cenários colocados pela tracking poll da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, JN e TSF, que todos os dias coloca várias questões, incluindo as intenções de voto, mas não só.
2. Chumbo no Orçamento: a crise em que Seguro é o mais preferido
Se casos como o da Spinumviva são relativamente ocasionais, a aprovação de um Orçamento do Estado com um governo minoritário, e que neste momento depende dos votos do PS e/ou do Chega para obter aprovação, é uma possível "crise anual".
Se o Governo apresentar um Orçamento do Estado que seja chumbado no Parlamento, criando uma crise política, quem seria melhor para gerir a situação como Presidente da República?
É neste cenário que a diferença é maior: 75% responde Seguro e apenas 17% prefere Ventura:
3. Pressionar o sistema: a "crise" em que Ventura tem mais preferência
Entre André Ventura e António José Seguro, qual tem mais capacidade para pressionar o sistema político e fazer com que Portugal mude de rumo nos próximos anos?
É neste cenário que André Ventura tem a escolha mais elevada (38%), mesmo se ainda assim inferior à de António José Seguro (52%):
4. Conflito nas forças de segurança? Seguro
Se houvesse um conflito prolongado das forças de segurança, com impacto sério na ordem pública, em quem confiaria mais para ajudar a resolver a situação? A maioria responde António José Seguro:
5. E se Trump quisesse os Açores?
Eis um cenário impensável até há poucas semanas: uma crise diplomática envolvendo os Açores, onde os Estados Unidos têm uma base militar dada a sua importância geográfica estratégica. Depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, reivindicar a posse da Gronelândia, surgiram cenários teóricos especulativos. E se fosse com os Açores? A resposta da maioria dos portugueses é clara:
6. Reformas na saúde: Seguro preferido por pouco mais de 50%
É uma das áreas de governação mais debatidas na campanha eleitoral: a da saúde. Mas quem teria mais capacidade para pressionar o Governo nessa área?
Ficha técnica
Durante 3 dias (26, 27 e 28 janeiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).
O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1259 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,29%.
A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.
A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, b