Seguro ou Ventura: qual o melhor para crises políticas? E para mudar a saúde? E o sistema? Sondagem revela escolhas em seis cenários

29 jan, 19:41
António José Seguro André  Ventura mosaico

Sondagem questiona eleitores portugueses quanto ao melhor candidato presidencial em seis cenários de crise. Seguro vence em todo os cenários, mas Ventura está mais próximo quanto a pressionar o sistema

1. Crise Spinumviva: Seguro melhor

Pensando na crise política que ocorreu no ano passado, envolvendo o primeiro-ministro Luís Montenegro e o caso Spinumviva, qual dos dois candidatos na segunda volta das eleições teria gerido melhor essa situação enquanto Presidente da República? A resposta é clara: para 67% (dois em cada três portugueses), António José Seguro teria gerido melhor essa crise política, enquanto para 19% (um em cada cinco portugueses) André Ventura lidaria melhor com o processo político.

 

 

Este é um dos seis cenários colocados pela tracking poll da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, JN e TSF, que todos os dias coloca várias questões, incluindo as intenções de voto, mas não só.

2. Chumbo no Orçamento: a crise em que Seguro é o mais preferido

Se casos como o da Spinumviva são relativamente ocasionais, a aprovação de um Orçamento do Estado com um governo minoritário, e que neste momento depende dos votos do PS e/ou do Chega para obter aprovação, é uma possível "crise anual".

Se o Governo apresentar um Orçamento do Estado que seja chumbado no Parlamento, criando uma crise política, quem seria melhor para gerir a situação como Presidente da República?

É neste cenário que a diferença é maior: 75% responde Seguro e apenas 17% prefere Ventura:

 

 

3. Pressionar o sistema: a "crise" em que Ventura tem mais preferência

Entre André Ventura e António José Seguro, qual tem mais capacidade para pressionar o sistema político e fazer com que Portugal mude de rumo nos próximos anos?

É neste cenário que André Ventura tem a escolha mais elevada (38%), mesmo se ainda assim inferior à de António José Seguro (52%):

 

 

4. Conflito nas forças de segurança? Seguro

Se houvesse um conflito prolongado das forças de segurança, com impacto sério na ordem pública, em quem confiaria mais para ajudar a resolver a situação? A maioria responde António José Seguro:

 

 

5. E se Trump quisesse os Açores?

Eis um cenário impensável até há poucas semanas: uma crise diplomática envolvendo os Açores, onde os Estados Unidos têm uma base militar dada a sua importância geográfica estratégica. Depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, reivindicar a posse da Gronelândia, surgiram cenários teóricos especulativos. E se fosse com os Açores? A resposta da maioria dos portugueses é clara:

 

 

6. Reformas na saúde: Seguro preferido por pouco mais de 50%

É uma das áreas de governação mais debatidas na campanha eleitoral: a da saúde. Mas quem teria mais capacidade para pressionar o Governo nessa área?

 

Ficha técnica

Durante 3 dias (26, 27 e 28 janeiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1259 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,29%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, b

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