Depressão Kristin: 43% dos portugueses criticam resposta do Governo, só 23% a apoiam

4 fev, 20:44
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante uma visita à empresa Motassis Plásticos, na zona afetada pela depressão Kristin, em Pombal, 3 de fevereiro de 2026. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

TRACKING POLL || Maioria dos portugueses considera que o dever do Presidente da República nesta crise é exigir mais rapidez e eficácia ao Governo. E Seguro sai-se até agora melhor que Ventura

De um modo geral, como avalia a resposta do Governo à situação causada pela tempestade que afetou várias zonas do país? A esta pergunta, 29% dos eleitores portugueses consideram que a resposta foi negativa, a que acrescem 14% que consideram a resposta muito negativa. Ou seja, um total de 43% considera a resposta do Governo negativa ou muito negativa.

Já 25% consideram que a resposta do Governo não foi positiva nem negativa.

Do lado oposto, 21% avalia a resposta do Governo como positiva, a que acrescem apenas 2% que considera a resposta como muito positiva.

Este é o resultado de hoje da tracking poll da Pitagórica para a CNN e TVI, JN e TSF:

 

 

Face a crises anteriores, a maioria dos portugueses considera que o Governo está a responder de forma semelhante: nem melhor, nem pior.

 

 

Presidente deve pressionar o Governo

Numa situação como a que Portugal está a viver, qual deve ser a atuação de um Presidente da República?

Para 66% dos eleitores (isto é, dois em cada três), o Presidente da República deve sobretudo exigir mais rapidez e eficácia ao Governo. Já 15% (quase um em cada sete) considera que o Presidente deve apoiar publicamente a ação do Governo, e outros 14% considera que o Presidente da República deve manter-se discreto e institucional.

 

 

Seguro melhor que Ventura

Até agora, qual dos dois candidatos teve a atitude mais adequada face à situação provocada pela tempestade? Para 45% dos inquiridos, a resposta é António José Seguro, mais do tripo dos 14% que respondem André Ventura.

 

 

Ficha técnica

Durante 3 dias (01, 02 e 03 de fevereiro de 2026) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN um mínimo de 202 a 203 entrevistas (dependendo dos acertos das quotas amostrais) de forma a garantir uma sub-amostra diária representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 608 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 1244 tentativas de contacto, para alcançarmos 608 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,87%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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