Tracking poll, ÚLTIMO DIA: Seguro vence sempre, Ventura perde sempre. Todos os cenários para a segunda volta

16 jan, 20:25

Análise a todos os confrontos possíveis para a segunda volta das presidenciais

Há três cenários mais prováveis para a segunda volta das eleições do próximo domingo, mas só num deles é que parece haver uma disputa real para a eleição do Presidente da República.

De acordo com a última tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF, a corrida para passar ao dia decisivo deve mesmo ser a três, com António José Seguro, André Ventura e João Cotrim de Figueiredo a colocarem-se como claros favoritos, ao passo que Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes parecem ter perdido o comboio.

Importa, portanto, olhar para os vários cenários em cima da mesa na segunda volta, mantendo-se aquilo que foi uma constante nos 12 dias de análise diária: se passar à segunda volta, seja com quem for, André Ventura perde sempre, ao contrário de António José Seguro, que ganha sempre.

 

 

E André Ventura perde até mesmo com Luís Marques Mendes e Henrique Gouveia e Melo, o que revela uma grande taxa de rejeição ao candidato apoiado pelo Chega.

Mas voltando aos cenários que, de acordo com a tracking poll, são mais prováveis de acontecer no domingo em que teremos de voltar a votar, é António José Seguro quem tem mais razões para sorrir, já que vence nos dois confrontos, como venceria em qualquer outro.

De resto, o candidato apoiado pelo PS ganharia facilmente qualquer confronto, enfrentando apenas alguma luta num daqueles que até é dos mais prováveis atualmente, e que o colocaria frente a frente com João Cotrim de Figueiredo.

Só nesse cenário é que se verifica alguma incerteza, com o socialista a obter 47%, enquanto o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal obteria 44%.

Em todos os restantes cenários António José Seguro está bem acima dos 50%, confirmando uma campanha que, de acordo com a tracking poll, foi em crescendo, ao contrário de alguns dos seus adversários.

Do outro lado da moeda, João Cotrim de Figueiredo também ganha a todos, menos a António José Seguro, como já se viu. Embora como menos unanimidade, o liberal obtém mais de 50% numa possível segunda volta com qualquer um dos candidatos.

Fechando o trio dos mais bem colocados a passar à segunda volta, a tracking poll confirma a ironia: André Ventura pode mesmo passar à segunda volta, mas nesse dia perde para todos, até para aqueles que parecem estar arredados dela.

A taxa de rejeição do presidente do Chega é de tal forma grande que não chega aos 30% contra nenhum dos outros quatro candidatos.

Quanto a Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, quase sempre em queda na tracking poll, os cenários de segunda volta mostram que não há muitas razões para sonharem com a eleição, mesmo que virem as expectativas e consigam voltar a ir a votos.

De acordo com os dados obtidos neste último dia da sondagem diária, o almirante e o antigo presidente do PSD só ganham a André Ventura, com o confronto direto entre os dois a cair para o lado de Henrique Gouveia e Melo.

Contas feitas, António José Seguro ganha a todos; João Cotrim de Figueiredo só perde com António José Seguro; André Ventura perde com todos; Henrique Gouveia e Melo só ganha a André Ventura e a Luís Marques Mendes; Luís Marques Mendes só ganha a André Ventura.

Ficha técnica

Considerando a aproximação do final da campanha e as acusações divulgadas na segunda-feira dirigidas ao candidato Cotrim de Figueiredo, foi decidido um aumento do número de entrevistas diárias. Assim, a partir de 13 de janeiro (inclusive), o tamanho da amostra passou a ser de 350 entrevistas e no último dia de campo de 500 entrevistas. A amostra de hoje é de 1200 entrevistas recolhidas nos seguintes dias e com as seguintes proporções:

  • 13 de janeiro: 350 entrevistas;
  • 14 de janeiro: 350 entrevistas;
  • 15 de janeiro: 500 entrevistas.

Foram tidos como critérios amostrais o Género, 3 cortes etários e 20 cortes geográficos (Distritos + Madeira e Açores). O resultado do apuramento dos 3 últimos dias de trabalho de campo, resultou numa amostra de 1200 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±2,89%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores móveis. Sempre que necessário foram selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI - Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições Presidenciais, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários candidatos. Foram realizadas 2459 tentativas de contacto, para alcançarmos 1200 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 48,80%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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