Roger Fernandes doa 15 mil euros a vítimas de incêndio na Guiné-Bissau

17 fev, 13:37
Liga dos Campeões asiática: Al Ittihad-Al Gharafa

Antigo jogador do Sp. Braga, agora no Al Ittihad, é natural de Bafatá onde uma explosão provocou 163 vítimas

Roger Fernandes, jogador luso-guineense que joga no Al-Ittihad, na Arábia Saudita, doou 15 mil euros para a compra de medicamentos para os sinistrados de um incêndio em Bafatá, na Guiné-Bissau, que provocou um morto e 162 feridos.

Citado pela rádio guineense Sol Mansi (da Igreja Católica), Adelino da Costa, tio do jogador e gestor do Centro de Recuperação Nutricional da Cáritas Diocesana de Bafatá, assinalou que recebeu a ajuda para a compra de medicamentos.

Os medicamentos, segundo explicou, serão entregues na quarta-feira no hospital regional de Bafatá e no nacional Simão Mendes, principal hospital da Guiné-Bissau.

Um posto improvisado de venda de gasóleo e gasolina que se encontrava no meio de casas, explodiu no sábado, em Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, causando 163 feridos, um dos quais acabou por morrer.

Relatos oficiais indicam que várias pessoas estão a receber tratamento médico nos dois hospitais, com queimaduras graves de terceiro e quarto grau.

Originário de Bafatá, onde ainda mantém parte da sua família, Roger Fernandes «manifestou de imediato a intenção de prestar apoio concreto às vítimas», disponibilizando o correspondente a dez milhões de francos CFA (15 mil euros), referiu o tio do atleta.

O primeiro-ministro do governo de transição, Ilídio Vieira Té, que se deslocou a Bafatá, a 141 quilómetros de Bissau, visitou o hospital local, onde saudou os esforços do pessoal médico e criticou o facto de aquele posto de combustível operar mesmo com uma ordem de encerramento emitida desde 2021.

Vieira Té aproveitou a ocasião para congratular-se com a solidariedade de cidadãos estrangeiros que trabalham na Guiné-Bissau, de ativistas sociais e do próprio jogador, Roger Fernandes.

A ex-ministra da Saúde Pública guineense, Magda Robalo, manifestou, nas redes sociais, a sua solidariedade com as vítimas, e afirmou que o que aconteceu em Bafatá «é uma tragédia evitável» se houvesse fiscalização e cumprimento de leis no país.

A antiga governante apela para a responsabilização do dono do posto de venda de combustíveis improvisado no meio de casas como também das autoridades que não fizeram cumprir com a lei.

 No dia a seguir ao acidente, o Governo de transição da Guiné-Bissau anunciou que iria encerrar de imediato todos os pontos de venda de combustíveis em contentores e proibir a prática em todo o país.

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