REVISTA DE IMPRENSA || Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul, surge como o centro destas operações
Os negócios de José Paulo Pinto de Sousa no Brasil levantam novas suspeitas de lavagem de dinheiro em torno do primo de José Sócrates, apontado pelo Ministério Público como o seu primeiro testa de ferro. Segundo o jornal Sol, em causa estão investimentos imobiliários e uma casa de jogo junto à fronteira com o Paraguai, numa região marcada pelo narcotráfico e pelo contrabando.
Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul, surge como o centro destas operações, sendo um corredor estratégico para o crime organizado, beneficiando da proximidade com o Paraguai. É num dos bairros mais valorizados, na rua Iguaçu, que se encontra a mansão de dois pisos de José Paulo Pinto de Sousa, implantada num terreno com cerca de dois mil metros quadrados e fortemente vigiada.
O rasto do dinheiro conduz à Metrus, uma empresa de construção criada em maio de 2008, apesar da inexistência de experiência prévia no setor. José Paulo surge como sócio maioritário, detendo 45% do capital, numa estrutura societária que inclui familiares, um advogado português e um cidadão brasileiro com amplos poderes de representação. A empresa esteve envolvida na construção de dois condomínios e ligada a uma casa de jogo em Amanbai, a cerca de 50 quilómetros da fronteira paraguaia.
Antes da concretização destes negócios, a fortuna detida por José Paulo numa offshore na Suíça foi transferida para Carlos Santos Silva, empresário próximo do ex-primeiro-ministro, ficando salvaguardada a primazia do primo de Sócrates sobre a maior parte dos fundos.