Protesto na refinaria da Galp em Sines terminou sem incidentes

18 nov, 20:41

Manifestantes estavam munidos de cartazes com frases alusivas às suas reivindicações, como “Transição Justa”

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O protesto promovido, nesta quinta-feira, pelo coletivo Climáximo junto da refinaria da Galp em Sines, que reuniu cerca de 100 ativistas, terminou por volta das 18:00, sem novos incidentes, para além de um manifestante que foi identificado pela GNR.

Durante a tarde, ativistas concentraram-se nos acessos principais da refinaria tentando bloquear a atividade da unidade. No início da ação de protesto junto da unidade industrial aconteceu o momento mais quente, quando um grupo de cerca de dez manifestantes acedeu sem autorização às instalações, na zona da portaria.

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Os mais de 15 militares da GNR colocados na área, rapidamente, impediram a progressão dos manifestantes e acompanharam-nos de volta ao exterior.

Um ativista que se sentou em frente ao portão do acesso dos camiões à refinaria, embora na altura não passasse qualquer viatura, foi algemado, retirado do local e identificado pela GNR.

Munidos de cartazes com frases alusivas às suas reivindicações, como “Transição Justa”, “A nossa casa está a arder”, “Mudar o sistema, não o clima”, os ativistas reuniram-se em plenário de delegados e, às 15:30, algumas dezenas foram para a portaria sul da refinaria, para procurarem bloquear também esse acesso.

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A manifestação, que a Climáximo apresentou como uma “ação não violenta de desobediência civil e de bloqueio”, foi intitulada “Vamos Juntas!” e reivindicou “o encerramento planeado e gradual da refinaria de Sines até 2025”.

“Queremos alertar estes trabalhadores que a refinaria de Sines vai ser encerrada, é um dado que tem de ser entendido como um facto e, se continuarmos no mesmo processo que a Galp tem feito até hoje, estes trabalhadores ficarão sem qualquer tipo de sustento para as suas famílias”, avançou a porta-voz da Climáximo, Mariana Gomes.

No final do protesto, foram anunciadas pelos ativistas novas iniciativas em Sines, como a realização de um Acampamento de Ação, em julho de 2022, que irá culminar com outra ação de desobediência civil.

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