Megaoperação visa Alexandre Pinto da Costa por negócios milionários com o FC Porto

Henrique Machado , Notícia atualizada às 11:03
22 nov, 10:16
Alexandre Pinto da Costa e Pedro Pinho
Alexandre Pinto da Costa e Pedro Pinho

Buscas a decorrer na SAD portista, assim como domiciliárias. Pedro Pinho é outro dos visados na investigação

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O Ministério Público e a Autoridade Tributária estão, esta segunda-feira de manhã, a levar a cabo uma operação que tem como alvo Alexandre Pinto da Costa, por alegados crimes como burla qualificada, fraude fiscal, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais, sabe a TVI. 

Estão decorrer buscas na SAD do FC Porto e domiciliárias, nas casas de Alexandre Pinto da Costa, do empresário Pedro Pinho e do presidente portista, Jorge Nuno Pinto da Costa. A TVI contactou o FC Porto para obter uma reação, mas, até ao momento, aguarda resposta.

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Alexandre Pinto da Costa é suspeito do recebimento de "luvas" milionárias, e não declaradas ao Fisco, no mundo do futebol. Em causa estão transferências de jogadores do FC Porto, clube e Sociedade Anónima Desportiva presididos por Jorge Nuno Pinto da Costa, pai de Alexandre. Além de transferências, estão também em causa suspeitas em torno de 2,5 milhões de comissões alegadamente recebidas num negócio de 500 milhões de euros relacionado com a venda dos direitos de transmissão televisivos do clube azul e branco à então Portugal Telecom, atual Altice.

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No centro das suspeitas está um triângulo entre Alexandre e os empresários Bruno Macedo e Pedro Pinho, com quem aquele mantém relações de sociedade e que são considerados, pela investigação, seus testas de ferro para que possa através deles, alegadamente, receber comissões de negócios ligados ao FC Porto. 

Do lado da operadora de telecomunicações, altos responsáveis estão também no centro da investigação – por suspeitas de que foram abusivamente distribuídas luvas no negócio fechado em 2016 com a então PT e em que o FC Porto vendia os direitos televisivos até 2027. 

O negócio de 500 milhões foi intermediado pela BM Consulting, de Bruno Macedo, e gerou comissões na ordem dos 20 milhões de euros. Daí, acredita a investigação, saíram 2,5 milhões para Alexandre Pinto da Costa, filho do presidente do FC Porto, através de Pedro Pinho, ligado a Bruno Macedo. Pinho, recorde-se, é o empresário que na última semana foi acusado pelo Ministério Público de ter agredido um repórter de imagem da TVI a seguir a um jogo do FC Porto. Nessa altura, o clube disse que nada tinha a ver com o dito empresário.

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Quanto a Bruno Macedo, recorde-se, já tinha sido detido no último verão por ligações a Luís Filipe Vieira, sob suspeita de também ser testa de ferro do então presidente do Benfica para lhe guardar dinheiro do recebimento indevido de comissões de transferências de jogadores.  

No negócio do FC Porto com a então PT, aquele montante terá sido pago com um objetivo, segundo o procurador Rosário Teixeira, que lidera a investigação. Para que Alexandre Pinto da Costa facilitasse o negócio com a operadora, que era presidida por Paulo Neves. A transferência de 2,5 milhões foi feita após o negócio de intermediação, conforme noticiou recentemente a revista Sábado. Este caso levou a que várias pessoas tivessem estado sob escuta durante meses – inclusive o próprio Pinto da Costa, presidente do FC Porto. O sigilo bancário dos  vários intervenientes sob suspeita também foi levantado.

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