Aumento do salário mínimo desagrada a sindicatos e patrões

16 nov, 16:10
Lucinda Dâmaso
Lucinda Dâmaso

Proposta do Governo consiste em aumento de 665 para 705 euros já em janeiro

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O aumento do salário mínimo nacional de 665 euros para 705 euros proposto pelo Governo, nesta terça-feira, na Concertação Social desagrada tanto às centrais sindicais como às confederações patronais, ainda que por motivos diferentes.

À saída da reunião da Concertação Social, a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, considerou que o Governo "fez algum esforço" ao propor um aumento do salário mínimo dos atuais 665 euros para 705 euros, mas destacou que o valor ficou aquém do exigido pela central sindical, de 715 euros.

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Lucinda Dâmaso ficou ainda com a expectativa de que o valor proposto possa ser melhorado, já que o Governo decidiu marcar uma nova reunião para dia 26 com os parceiros sociais.

Não tendo fechado a proposta, esperemos que possa ser melhorada", frisou a dirigente da UGT, defendendo que este é o momento para se falar de "salário digno em vez de salário mínimo".

CGTP defende "impulso muito maior"

Já a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, defendeu a necessidade de "um impulso muito maior" do salário mínimo nacional, lembrando que a intersindical defende o valor de 850 euros "a curto prazo".

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Isabel Camarinha afirmou-se ainda contra eventuais "contrapartidas" dadas às empresas pela atualização do salário mínimo nacional, como defenderam as confederações patronais.

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, defendeu que as empresas dos setores mais fragilizados e expostos à concorrência devem ser compensadas pelo aumento do salário mínimo nacional.

António Saraiva reafirmou ainda que a CIP é favorável ao aumento do salário mínimo, mas tendo em conta "critérios objetivos" como a produtividade, crescimento económico e a inflação.

Tem de ser em negociação, não pode ser uma imposição", sublinhou o presidente da CIP.

O ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, recusou uma redução da TSU, mas disse que o Governo está disponível para avançar com medidas para apoiar as empresas a absorver o aumento do salário mínimo nacional no próximo ano.

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