REVISTA DE IMPRENSA || Maior contributo veio do imposto sobre bebidas açucaradas
Desde 2015, as taxas e impostos aplicados ao tabaco, bebidas açucaradas, indústria farmacêutica e dispositivos médicos garantiram 759 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde, avança o Público. O valor resulta das medidas de financiamento aprovadas em vários Orçamentos do Estado com o objetivo de reforçar a sustentabilidade do sistema de saúde.
O maior contributo veio do imposto sobre bebidas açucaradas, com mais de 470 milhões de euros arrecadados desde 2017. A taxa extraordinária sobre a indústria farmacêutica rendeu 152 milhões e a aplicada aos dispositivos médicos, cerca de 75 milhões. Em 2024, o Estado canalizou 59 milhões de euros da receita excedente do imposto sobre o tabaco para a saúde.
A Organização Mundial da Saúde defende que este tipo de fiscalidade deve ser reforçado, pedindo aos países que aumentem em 50% o preço real do tabaco, álcool e bebidas açucaradas até 2035. A medida visa travar as doenças não transmissíveis, como o cancro, diabetes e doenças cardíacas, responsáveis por mais de 75% das mortes no mundo. Em Portugal, mais de metade da população tem excesso de peso ou obesidade.