SNS perdeu 30% dos médicos estrangeiros desde 2019

24 nov, 07:39
Coronavírus

REVISTA DE IMPRENSA.Em 2020, registou-se uma quebra abrupta no número de médicos estrangeiros a trabalharem em Portugal. Pandemia de covid-19 poderá ser a explicação

O Serviço Nacional de Saúde ficou sem 30% dos médicos estrangeiros desde 2019. A notícia é avançada esta quinta-feira pelo Jornal de Notícias, que cita dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Ainda que não exista, por agora, uma explicação oficial para esta quebra, fonte da ACSS disse ao JN que a saída dos médicos estrangeiros poderá dever-se à pandemia de covid-19, tendo os clínicos, provavelmente, regressado ao seu país de origem.

Os últimos números conhecidos são de setembro de 2022 e indicam que que, nessa altura, havia a trabalhar no SNS em Portugal 1289 médicos estrangeiros, sobretudo espanhóis, ucranianos e brasileiros. Cerca de metade trabalham em hospitais (844), 443 nos Cuidados de Saúde Primários e dois nos Serviços Centrais. Mas, em 2019, havia registo de 1840 médicos estrangeiros a trabalharem em Portugal, mais 551 do que atualmente. O número desceu de forma abrupta em 2020 e, desde então, mostram os dados fornecidos ao JN, começou a subir de forma gradual: em 2021 estavam registados 1263 médicos estrangeiros e, em setembro de 2022, os já referidos 1289.

O JN contactou a Ordem dos Médicos (OM), que revelou que os médicos estrangeiros que trabalham no SNS são apenas uma pequena parte dos que se encontram inscritos na OM: neste momento, são 4.548, a maioria oriundos de Espanha e do Brasil, ainda que se contem, no total, 73 nacionalidades diferentes.

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